Ecossistema da desinformação para marcas e anunciantes

Os danos da desinformação [definido em termos do verbo “desinformar”: “enganar deliberadamente; oposto a informar”] estão a proliferar em todo o mundo, ameaçando as nossas eleições, a nossa saúde e o nosso senso comum de factos aceites.

Com a votação para as eleições de 2020 nos EUA em andamento, é fundamental entender o ecossistema de (des) informações e os riscos que ele representa durante o período da eleição, transição e posse.

O Global Disinformation Index (GDI) vê a desinformação como um processo, não um evento, que resulta num conteúdo propositadamente e/ou maliciosamente enganador.

O GDI elaborou este estudo para que marcas e anunciantes entendam:
1. As narrativas e ângulos da desinformação a serem observados nas eleições.

2. As publicações online que vendem essas conspirações.

3. As empresas de publicidade tecnológica que actualmente permitem essa publicidade.

4. As receitas da publicidade que esses sites obtêm com este conteúdo.

5. Os sites que oferecem os menores riscos de desinformação para anunciantes e leitores.

Este manual tem como objectivo ajudar as marcas e os anunciantes a compreender e a mudar o seu papel no ecossistema da desinformação – algo que o GDI tem defendido consistentemente. Eles podem fazer a diferença direccionando a sua publicidade de sites de elevado risco e inadequados para marcas para sites com baixos níveis de risco de desinformação.

Essas decisões publicitárias não são sobre censura ou limitação da liberdade de expressão. Os anunciantes têm o direito à segurança da marca e o direito de não financiar conteúdo divisivo, polarizador e desinformador.

O GDI usou classificadores baseados em inteligência artificial e avaliação humana para identificar sites que representam ambientes bons e seguros para as marcas durante o período de eleições, bem como aqueles que as marcas devem evitar.

[O relatório detalha em cinco capítulos as várias etapas para obter esses resultados:
– etapa um: conhecer as narrativas adversas
– etapa dois: conhecer os sites arriscados que espalham desinformação
– etapa três: conhecer as redes de anúncios que veiculam anúncios nesses sites
– etapa quatro: conhecer as receitas dos anúncios que estão a ser pagas a sites de alto risco
– etapa cinco: saber quais os sites de baixo risco para as marcas]

Conclusão
À medida que as notícias eleitorais continuam a aparecer, a variedade e a intensidade das narrativas da desinformação aumentam.

Marcas e anunciantes têm um papel poderoso a desempenhar no apoio a conteúdo confiável e no corte de fundos para sites de alto risco que espalham desinformação. Assim, o que podem as marcas fazer para evitar esses sites de alto risco?

1. reconhecer o seu papel e poder para não financiar desinformação e reduzir o risco de danos offline

2. usar classificações imparciais de risco de desinformação para sites de notícias como parte das decisões de adequação de marca

3. alinhar as agendas de responsabilidade corporativa com o conteúdo que financiam

4. requerer das redes de anúncios que usem listas de exclusão em tempo real para evitar conteúdo de alto risco.

* Tradução e adaptação a partir do relatório “GDI Primer: The U.S. (Dis)Information Ecosystem” (CC BY-NC-SA 4.0).

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