Gratificação imediata com smartphone é viciante

O uso excessivo dos smartphones pelos jovens tem um efeito perturbador na sua personalidade: querem retribuições mais rapidamente e não ter de esperar durante muito tempo.

O tempo que se passa ao smartphone “foi correlacionado com a escolha de recompensas menores imediatas em vez de maiores recompensas mais tarde” Em paralelo, “o uso de smartphone foi negativamente correlacionado com autocontrolo, mas não com a consideração de consequências futuras”.

Os resultados de um estudo com 101 participantes mostram ainda “que o uso de smartphone e a tomada de decisão impulsiva andam de mãos dadas e que o envolvimento com esses dispositivos precisa de ser examinado criticamente pelos investigadores para orientarem para um comportamento prudente”.

O estudo “Likes and impulsivity: Investigating the relationship between actual smartphone use and delay discounting“, dos investigadores alemães Tim Schulz van Endert e Peter Mohr, nota que esta “tendência de escolher recompensas imediatas menores em vez de recompensas maiores mais tarde também aumenta”, numa comprovação “de que o uso de smartphone se compara a outros comportamentos não adaptativos, como fumar, jogar ou beber.

Esta gratificação mais imediata pode estar ligada ao que sucede com os “likes” nos media sociais e aos bónus nas aplicações de jogos, notam os investigadores. Os dois tipos de aplicações têm um uso intensivo.

Em sentido contrário, o potencial “vício” das compras não tem este efeito – pelo menos nos smartphones, nada garantindo que não ocorre nos computadores ou nos tablets.

Apesar do reduzido número de inquiridos, e de todos serem utilizadores de iPhone, os investigadores notam que “os jogadores e os utilizadores de media social especialmente intensos devem estar atentos à tendência de serem atraídos por recompensas menores e imediatas. Por outro lado, as pessoas que já estão cientes da sua tomada de decisão impulsiva podem beneficiar do conhecimento do risco ampliado pelo uso excessivo de smartphones. Estas conclusões contribuem para a visão de que o uso de smartphones não deve ser subestimado, mas investigado cuidadosamente para orientar os decisores políticos na definição do uso prudente desta tecnologia omnipresente”, referem van Endert e Mohr.

* Foto: Alexander Russy (CC BY 2.0)

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