A comissão nomeada em Setembro passado pelo presidente francês Emmanuel Macron para analisar os efeitos da desinformação, em ano de eleições em França, elaborou 30 recomendações.

O relatório “Les Lumières à l’ère numérique” da denominada comissão Bronner (devido ao sociólogo Gérald Bronner ter presidido à mesma e que juntou 14 especialistas de diferentes áreas) procurou “compreender os perigos que o digital impõe à coesão nacional” – mas também em termos europeus e internacionacionais – e à democracia.

As recomendações são lideradas pelo apelo a favorecer a investigação pública neste domínio, pensar a regulação do design dos interfaces de utilizador, lutar contra o enviesamento da popularidade, responsabilizar os “influencers”, reflectir sobre o estado do conhecimento actual, prevenir riscos na moderação das plataformas sociais e exigir que estas facilitem o acesso aos seus dados para fins de investigação.

O documento olha ainda para a publicidade programática, incentivar as melhores práticas no “crowdfunding”, protecção dos processos eleitorais, “permitir a partilha de dados entre actores de confiança”, ter um mecanismo para a governança digital entre ministérios,

Pretende-se igualmente introduzir disposições sobre notícias falsas na directiva europeia dos serviços digitais (DSA) e, no âmbito desta legislação, criar um regime de co-regulação entre plataformas, reguladores e sociedade civil, apelando-se ainda ao estímulo da literacia digital.