Como sucede com as criptomoedas, o mercado dos NFTs parece estar sempre à beira do “rebentar da bolha”, porque como “todos parecem movidos por cálculos cínicos de dinheiro, em vez de qualquer visão dos NFTs, suspeito que as coisas em breve irão colapsar“, argumenta o investidor Aaron Brown. Este colapso poderá ser ajudado pelos esquemas fraudulentos que já se fazem notar.

Derek Laufman é um artista que descobriu estar a vender NFTs seus sem os ter criado. Na plataforma Rarible, estava uma conta verificada em seu nome que Laufman teve de denunciar no Twitter como falsa e que só depois foi desactivada. Mas alguém já tinha adquirido uma sua “obra”, validada como genuína e vendida por alguém que se assumiu como o verdadeiro criador.

Overview of NFTs and how the process works

O artista sérvio Milos Rajkovic (ou Sholim) teve uma experiência semelhante, com mais de 120 das suas obras à venda por 50 mil dólares. “As pessoas estão a ser roubadas”, diz. “Sinto-me responsável porque gostam do meu trabalho e alguém está a usar-me para as roubar. É tão frustrante”.

As plataformas apenas agem após queixa do autor dos originais, como também descobriu o ilustrador Simon Stålenhag ou a Giphy, agregador de GIFs, com imagens a serem processadas e vendidas como NFTs. O que prova estar-se perante “um mercado maduro para fraudes“.

Um outro “artista”, conhecido apenas por @neitherconfirm, enganou compradores mostrando-lhes retratos digitais que, depois de adquiridos, foram modificados para mostrar “imagens de tapetes feios“. Noutros casos, os interessados em NFTs de tweets descobriram que os mesmos tinham sido apagados, tendo assim pago por nada.

Em Março, vários NFTs foram roubados das contas de utilizadores da plataforma Nifty Gateway, juntamente com o registo de cartões bancários que foram usados para adquirir outras obras na mesma plataforma.

Em Abril, foi conhecido o caso dramático de abuso das obras da falecida ilustradora Qinni. Ela morreu em Fevereiro de 2020 e este ano o irmão revelou que a identidade dela tinha sido usurpada para vender NFTs dos seus desenhos.

Em Setembro, um falso Banksy foi vendido por 330 mil dólares. Intitulado “Great Redistribution of the Climate Change Disaster”, o leilão do NFT foi ligado (e depois apagado) ao site oficial do artista, estratégia que convenceu o comprador.

Para a jornalista Amy Castor, “qualquer pessoa pode criar uma entidade sobre qualquer coisa e vendê-la num ‘marketplace’. Provavelmente não há muitas protecções. Mas o importante é que não se está a comprar nada”, porque “não há realmente nenhum valor intrínseco nisso, a não ser quanto outra pessoa vai pagar por isso”. Ou seja, “é tudo especulativo”.

Mesmo assim, “parece quase paradoxal que um espaço cujos utilizadores são geralmente fluentes em cibersegurança tradicional possam ser vítimas com tanta facilidade”. A explicação é que “no espaço dos NFTs, onde uma cultura de comunidade, vibrações e cliques rápidos em bons negócios impera, são os esquemas sociais os mais atraentes”.

* Texto original publicado no Maputo Fast Forward (aqui, aqui e aqui).

[act.: NFT art sales are booming. Just without some artists’ permission.

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