Browsers e a falta de privacidade

O motor de busca DuckDuckGo ultrapassou os 100 milhões de pesquisas num único dia. A 11 de Janeiro, registou mais de 102 milhões de pesquisas, algo nunca alcançado em 12 anos.

O feito deste rival dos maiores de busca em termos de privacidade “é um sinal de que as pessoas procuram alternativas às plataformas da Big Tech” como o Google (3.500 milhões de pesquisas por dia) ou o Bing da Microsoft, que consegue mais de 923 milhões de buscas diárias.

Numa outra comparação da privacidade configurada ou possível de definir nos browsers, a “melhor privacidade” é garantida pelo Tor Browser, GNU IceCat, Ungoogled Chromium, Iridium Browser e Pale Moon.

No nível de “boa privacidade”, estão o Otter Browser e o Falkon, enquanto um Ok é dado ao Qutebrowser e ao Sphere.

No lado mais baixo de “fraca privacidade”, estão o Waterfox, Brave, Firefox, Vivaldi e Dissenter, enquanto a pior classificação de “sem privacidade” cabe aos browsers Google Chrome, Opera, SlimJet, WebDiscover e SRWare Iron.

No entanto, os ataques à privacidade nos browsers estão constantemente em mutação e um dos recentes envolve os “favicons“.

Segundo publicaram investigadores da University of Illinois at Chicago em “Tales of Favicons and Caches: Persistent Tracking in Modern Browsers“, “à medida que os browsers implementam crescentemente defesas anti-rastreamento mais eficazes e mecanismos anti-impressão digital ganham mais apoio, as práticas de rastreamento continuarão a evoluir e a aproveitar os recursos alternativos do browser. Isso requer uma exploração pró-activa dos riscos de privacidade introduzidos por recursos de browser emergentes ou negligenciados, de modo que novos vectores de rastreamento sejam identificados antes de serem usados” pelos utilizadores.

O artigo demonstra “como os ‘favicons’, um simples mas ubíquo recurso da Web, podem ser mal utilizados como um poderoso vector de rastreamento devido ao comportamento único e idiossincrático da cache do ‘favicon’ encontrada em todos os principais browsers”.

Assim, “os ‘favicons’ em cache permitem o rastreamento do utilizador persistente e a longo prazo que ignora as defesas de isolamento do modo [de acesso à Web] anónimo e não é afectado pelas defesas anti-rastreamento existentes”.

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