O que pensa o co-fundador do LinkedIn sobre o futuro do trabalho

A pandemia tornou mais difícil a aprendizagem de novas capacidades e das que precisaremos para o futuro do trabalho, diz Allen Blue, co-fundador do LinkedIn.

Allen Blue

“Uma das coisas que descobrimos no nosso trabalho com o World Economic Forum é a importância da aprendizagem à distância. Oferecer capacidades à distância é absolutamente essencial num momento em que tanto está a mudar”, diz em entrevista. “E, francamente, juntarem-se para aprender coisas novas é mais difícil”.

O acesso à educação é, portanto, vital, acrescentou. “Isso significa investimentos básicos em infra-estrutura, como acesso à banda larga e a dispositivos móveis”.

Aprender novas capacidades
Há alguns meses, a Microsoft e o LinkedIn anunciaram um projecto global para requalificar 25 milhões de pessoas em todo o mundo.

“Identificámos vários tipos de cargos relevantes, incluindo analistas de dados, analistas financeiros, agentes de atendimento ao cliente, suporte de TI e pessoal de ‘help-desk’, que são acessíveis a muitas pessoas, e fornecemos programas de formação para os ajudar a adquirir as capacidades necessárias para fazer esses trabalhos”, disse Blue.

Imagem de “21 HR Jobs of the Future“, da Harvard Business Review

Precisamos de mentes e olhos abertos sobre que capacidades serão importantes no futuro, acrescentou.

Desigualdade acelerada
Ele também alerta para os riscos de se aumentar a desigualdade.

“É uma crise de saúde mas também é uma crise económica”, considera. “Na realidade, o maior impacto será na aceleração da desigualdade”. Um em que os ricos ficam mais ricos – em dinheiro, em capacidades, em ligações, explicou. E são essas pessoas que estarão em melhor posição para navegar no novo mundo em que estamos a entrar, segundo ele. Assim, precisamos de um compromisso que devolva um sentido de igualdade, de acesso e de oportunidade.

“A pandemia deixou-nos com graves consequências económicas. Estamos essencialmente a viver num mundo onde as pessoas mais carentes, mais sub-representadas, são as que mais sofrem com a pandemia”.

Os empregos de amanhã
“Os empregos de amanhã são tecnologicamente capacitados”, antecipa Blue. “Mas também extremamente humanos e centrados no ser humano”.

Segundo ele, embora os empregos possam ser tecnológicos – por exemplo, um cientista de dados ou um engenheiro de inteligência artificial (IA) – podem ser alinhados com um comercial, que sabe como usar a tecnologia, ou um profissional de marketing que entende como funciona a IA.

“A combinação destas considerações humanas e criativas, com a tecnologia que vai capacitar esses mercados e essas funções no futuro, é a combinação que estamos realmente a procurar”.

* Texto de Joe Myers publicado no World Economic Forum. Reproduzido sob licença Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International. Foto: Innov8social (CC BY 2.0)

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