As tecnologias de inteligência artificial (IA) estão a ser usadas nas redacções britânicas desde, pelo menos, 2017, como ferramentas para os autores “identificarem, compilarem e resumirem materiais de investigação; soluções para os editores efectuarem verificações precisas e rápidas de qualidade de linguagem e de plágio nos seus conteúdos; e gerar ‘insights’ para melhorar as estratégias de marketing e melhorar a qualidade dos serviços que os editores fornecem aos clientes e fornecedores”.

A análise é feita por Catherine Etienne, associada sénior da Frontier Economics e autora do estudo “People Plus Machines: The Role of Artificial Intelligence in Publishing“.

Os investimentos em IA nesta indústria têm um lado negativo, tendo como desafio principal a própria tecnologia. “Dois terços das grandes editoras disseram que adquirir as capacidades técnicas de IA necessárias foi uma barreira significativa para o investimento”, contornada por vezes numa “actividade colaborativa significativa entre editores e organizações de investigação em IA, como universidades e empresas privadas”.