O aparecimento da bicicleta foi um dilema social?

A Netflix estreou há um mês o filme-documentário O Dilema Social. Desde então, o filme não deixou indiferente quem o viu e usa as redes sociais. Nas críticas, cada um olhou mais afincadamente para o que quis ver ou mais do seu interesse: os tecnólogos debateram a tecnologia, os economistas o valor do negócio social, os defensores da privacidade a forma como as plataformas enganam os utilizadores para obter os dados pessoais e os políticos salientaram os problemas para a democracia.

Na realidade, todos têm alguma razão mas os excessos em defesa do próprio filme sem apontar as lacunas não ajudam os utilizadores.

De forma resumida, os intervenientes fictícios no filme mostram um exagero sem qualquer contraponto explicativo para o que fazem. Sucede o mesmo com os entrevistados reais, cujo passado na criação das alegadas ferramentas viciantes não é criticado, num modelo de redenção e santidade monetária exagerada.

Os utilizadores, quase vítimas sem livre arbítrio, cedem os seus dados pessoais sem qualquer retorno de pagamento.

Existem “desafios muito urgentes no domínio da privacidade quando os dados utilizados são pessoais e referentes a pessoas singulares. A privacidade é um dos direitos fundamentais fundamentais no nosso contexto atual, pois desempenha um papel essencial no exercício de outros direitos e liberdades no difícil equilíbrio de poder dos Estados e actores privados. Sem privacidade, nem a Internet nem as tecnologias de processamento de informações pessoais podem funcionar no âmbito das nossas sociedades democráticas”, refere o relatório “El valor del dato en la economía digital“.

Do lado legislativo, deverá evitar-se códigos de conduta que não “podem substituir o papel de uma legislação juridicamente exigente que garanta um marco protector dos direitos”.

Para as autoras do relatório, o “desafio” passa por dar aos cidadãos “o controlo das suas informações pessoais, embora reconheçam que “encontrar o equilíbrio entre os dados como um valor económico e como um valor legal protegível é um dos maiores desafios que temos hoje”.

Mas quanto valem os dados? A questão foi respondida em Fevereiro passado para avaliar o valor da informação privada em seis países (Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, EUA e México). Na Alemanha, o Facebook teria de pagar 8 dólares para partilhar informação pessoal com terceiros, seguindo-se os EUA com 3.50 dólares por mês.

O inquérito do Technology Policy Institute (TPI) validava ainda que o valor médio pela partilha de informação bancária era de 8.44 dólares mensais, de 7.56 dólares para as impressões digitais ou 5.80 dólares pela partilha de informação sobre levantamentos bancários. Os dados de geolocalização ficavam-se pelos 1.82 dólares mensais.

Se são tão más, porque há cada vez mais utilizadores das redes sociais?
A questão não tem resposta. Os utilizadores das redes sociais tendem a não abandonar as plataformas sociais, embora deixem umas para se aventurar noutras mais recentes ou úteis para os seus interesses.

Em Portugal, o Facebook é a rede social mais utilizada mas em quase uma década passou de 89,4% de utilizadores da Internet em 2011 para 49,4%este ano. Em contraste, “o Instagram já ultrapassou o Facebook como rede mais utilizada, mantendo [uma] trajectória de subida” em notoriedade e em penetração, nota o estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais“, da Marktest. Usando estes parâmetros, o TikTok entrou “para a 5ª posição em notoriedade espontânea e para a 8ª posição em notoriedade total”.

Não só as pessoas não aparentam querer sair das redes sociais como querem que elas sejam os seus responsáveis parentais. 52% dos eleitores nos EUA aceita o encerramento das redes sociais na semana da eleição presidencial, enquanto 79% afirma que elas deviam “fazer mais para proteger a democracia”. Isto quando 65% usa o Facebook mas 52% tem uma visão desfavorável dele.

Perante esta situação e ao facto das mensagens da (extrema-)direita serem mais acolhidas, o Facebook defende a sua neutralidade política e é claro: “O populismo de direita é sempre mais envolvente”, revelou um executivo da empresa ao Politico.

É um tipo de conteúdo com “uma emoção incrivelmente forte e primitiva” ao focar-se na “nação, protecção, o outro, raiva, medo”. Tudo mensagens disseminadas nos anos 30 do século passado, “não foi inventado pela media social – você apenas vê aqueles reflexos espelhados na media social”.

Essa é também a razão porque “os tablóides fazem melhor do que o [Financial Times], e também é uma coisa humana. As pessoas respondem a emoções envolventes muito mais” e “isso não foi inventado há 15 anos, quando Mark Zuckerberg criou o Facebook”. Mas, ao contrário do que sucedeu no século XX, o Facebook pode ser mais transparente e evitar a acusação de enviesamento político.

É verdade que nesta situação se impõe uma outra visão, sustenta o analista Benedict Evans: “Quando alguém argumenta que um anúncio no Facebook pode alterar uma eleição, às vezes suspeito que, na verdade, eles se opõem às eleições, não aos anúncios”.

Promessas (e erros) sem transparência
O passado do Facebook não ajuda à transparência. Demorou anos a aceitar publicamente a sua “gigantesca influência” na dramática situação em Myanmar, recorda a Type Investigations (TI).

“Temo que o Facebook se tornou agora numa fera, e não no que pretendia ser originalmente”, notou Yanghee Lee, analista para a ONU dos direitos humanos naquele país.

“A rotina é agora familiar: uma empresa de tecnologia como o Facebook, Snapchat ou Zoom apresenta um novo produto ou serviço sem antecipar totalmente as possibilidades de abuso. Em seguida, vem um pedido de desculpas e jura ‘fazer melhor’. É um ciclo de lavagem-secar-repetição que se estende há décadas”, sintetiza a TI.

A resposta do Facebook ao documentário surge num conjunto de várias promessas – no referido ciclo, está na fase de lavagem:
Vício: desenvolve os produtos para criar valor, não para serem viciantes;

Você não é o produto: o Facebook é financiado por publicidade, de modo que permanece gratuito para as pessoas;

Algoritmos: o algoritmo não é “louco”. Ele mantém a plataforma relevante e útil;

Dados: fez melhorias em toda a empresa para proteger a privacidade das pessoas;

Polarização: tomou medidas para reduzir o conteúdo que pode gerar polarização;

Eleições: fez investimentos para proteger a integridade das eleições

Desinformação: luta contra notícias falsas, desinformação e conteúdo prejudicial usando uma rede global de parceiros de verificação de factos.

Como se chegou aqui?
Não há uma resposta simples sobre como estamos a viver tecnologicamente em 2020. O “Oeste selvagem” online evoluiu, desenvolvido na sua maioria por homens brancos. Mulheres e minorias étnicas dificilmente entram num clube populado por indivíduos crentes no lucro, acríticos sobre as novas tecnologias e os seus potenciais problemas sociais e humanos.

Este “white-male effect” gera “uma série de novos desafios práticos e morais para reconciliar a regulação racional do risco com a tomada de decisão democrática”, nota a TI.

Um recente relatório do governo dos EUA coloca mesmo a questão sobre se os CEOs das grandes empresas tecnológicas “acreditam que estão para lá do alcance da supervisão democrática“. E a situação não vai melhorar.

“Se os governos democráticos não assumirem mais poder na governança da tecnologia à medida que os governos autoritários se tornarem mais poderosos, o mundo digital – que faz parte de nossa vida quotidiana – não será democrático. Sem um sistema de legitimidade clara para aqueles que governam – sem freios, contrapesos e mecanismos de supervisão independente – é impossível responsabilizar as empresas de tecnologia. Somente com a construção de uma coligação global para a governança da tecnologia os governos democráticos mais uma vez podem colocar a democracia em primeiro lugar”, alerta Marietje Schaake, do Stanford University’s Cyber Policy Center.

Implicações mentais, físicas e sociais
O uso excessivo das acções nos ecrãs do smartphone não altera apenas a política mas “está a modificar o circuito milenar que une o polegar e o cérebro” ou, de forma mais generalizada, entre o corpo e o cérebro, explica Arko Ghosh, neurocientista da Universidade de Leiden.

“O smartphone contém um grande repositório das nossas experiências”, pelo que “analisar as nossas interações com essas extensões digitais de nós próprios é uma óptima maneira de aprender sobre a plasticidade do cérebro – a notável capacidade deste se modificar com base nas necessidades da vida quotidiana”.

Num outro estudo, 67% dos pais mostraram-se preocupados com os filhos viciados em media sociais. Com 42 milhões de adolescentes nos EUA, se 67% dos seus pais falassem em viciados em drogas, jogo ou sexo, “seria declarada uma crise de saúde pública de proporções históricas”.

Em paralelo, como agem os pais perante este esmagador número?

As “preocupações válidas” sobre o uso excessivo e expectativas irrealistas devem ser acompanhadas com a referência “muito mais matizada” apreendida de “anos de pesquisa sobre como o uso das media sociais por jovens afecta a sua saúde mental e bem-estar”. Mas “o filme correlaciona um aumento nos problemas de saúde mental entre adolescentes nos EUA com o uso da media social móvel e apresenta um argumento causal que ignora o papel de uma série de factores”. Para Sonia Livingstone, co-autora do livro “Parenting for a Digital Future”, “questões que vão desde a desigualdade económica até às mudanças climáticas também podem contribuir para a ansiedade e o stress dos jovens, mas o filme sugere que a tecnologia sozinha é o problema“.

Os receios tecnológicos sempre repetidos
A introdução na sociedade das novas tecnologias e desenvolvimentos científicos tende a ser recebida de forma positiva mas também com vários receios. O debate sobre os perigos dos videojogos foi notório para perceber que nada se sabia do tema e seriam precisos mais anos para entender o fenómeno. Os anos passaram, os jovens jogadores tornaram-se adultos jogadores e o debate desapareceu.

A questão dos viciados nos ecrãs foi, durante o confinamento na pandemia, um epifenómeno positivo, elogiado pelos pais e adolescentes por estes continuarem a “ver” os amigos, e pelas empresas que, mesmo quando diziam aos funcionários para se desligarem do computador (e do Zoom), estes continuavam a trabalhar ligados.

O Dilema Social não escapa a essa estratégia com uma “narrativa distópica sobre a tecnologia que remonta ao pânico moral que acompanhou a introdução de várias tecnologias, incluindo livros, a rádio e até mesmo a bicicleta” ou os automóveis e a televisão. Uma outra visão do autor Douglas Rushkoff é mais dramática, ao sintetizar que “o carro matou o caminho de ferro e o smartphone mata tudo“.

A generalização é exagerada mas também a bicicleta está fora de contexto. É um pormenor mas que “resume muitas das principais falhas do filme [e] ocorre quando Tristan Harris opina sobre a história das bicicletas” e diz: “Ninguém ficou chateado quando as bicicletas apareceram. Certo?

Errado. Umas pesquisas básicas sobre a história das bicicletas revelam como as pessoas reagiram e ficaram muito “chateadas quando as bicicletas apareceram”. Elas iam “afectar as pessoas” e “o tecido da democracia”.

O filme “não ignora apenas o passado, mas apresenta uma visão distorcida do presente”, querendo demonstrar que os problemas sociais derivam das novas tecnologias, reforça a Jacobin.

Além do episódio da bicicleta, Tim Hwang, autor de “Subprime Attention Crisis: Advertising and the Time Bomb at the Heart of the Internet”, explica que, “apesar de todas as afirmações sobre a capacidade de segmentação possibilitada com todos esses novos dados, os anúncios online são incrivelmente ineficazes e parte da razão de muitas pessoas não perceberem isso é porque há tão pouca transparência nos mercados de anúncios digitais. Isso permite que essas empresas de tecnologia façam um discurso de vendas ousado” mas que não podem cumprir.
Outra premissa errada mas comum é a de que “a media social está a criar uma divisão social e partidarismo político”. Embora isso possa ocorrer, “não é o factor determinante para moldar a política e a sociedade”.

Muito mais importante é a entrada da robótica no mercado laboral ou dos algoritmos na selecção e escolha aparentemente autónoma que deixa muitos desconfortáveis, pelo desconhecimento do que é possível fazer mas conhecendo os impactos negativos noticiados.

Muitas das pessoas que se queixam da forma como estão a viver numa sociedade algorítmica, em que o seu “feed” nas redes sociais ou as propostas de livros na Amazon ou de outras músicas no Spotify ou filmes no Netflix, não parecem preocupar-se com esses algoritmos ou com aqueles que despedem funcionários ou nem sequer os escolhem através da análise de perfis. Ou, numa ironia dos tempos, com a realizadora Lisa Hanawalt, criadora da série Tuca & Bertie que passou na Netflix e, apesar das boas críticas, uma segunda temporada foi cancelada… por um algoritmo. “Não penso que os algoritmos devam tomar decisões“, argumentou para o seu caso.

No entanto, a Netflix tem estado nos últimos meses a eliminar programas que, nalguns casos, chegaram a estar na sua lista Top 10. A par com os algoritmos, as decisões também parecem estar relacionadas com ataques de conservadores em ano de eleições. Estes convidaram os opositores políticos democratas e moderados para cancelarem a assinatura por forma a boicotar um filme que a Netflix estava a transmitir.

Pacto social com o diabo
“A tecnologia distópica não nos fortalecerá. Em vez disso, vamos submeter-nos involuntariamente a uma pechincha com o diabo: trocar livremente as nossas preferências subconscientes por memes, a nossa coesão social por uma ligação instantânea e a verdade pelo que queremos ouvir”, refere Jeff Orlowski, realizador de O Dilema Social.

Mas será a media social uma tal “pechincha”, “uma droga” quando temos o “imperativo biológico de nos ligarmos a outras pessoas”, afirma a psiquiatra Anna Lembke. E os “likes” são retribuições de aprovação de que o cérebro gosta? Nada disto faz sentido e já foi “desacreditado” porque esse tipo de retribuições comportamentais não tem o referido efeito.

E será um pacto com o diabo? O filme caminha pela fronteira da depressão e mesmo do suicídio pelo uso das redes sociais, usando o psicólogo social Jonathan Haidt. Nos EUA, “a depressão e a ansiedade aumentaram 62% entre as adolescentes mais velhas desde 2011 e o suicídio 75%. Para as meninas pré-adolescentes, os números equivalentes são 189% e 151%”.

O filme vai ainda mais longe para abordar a “dismorfia Snapchat“, que algumas jovens teriam contraído e as levava a procurar fazer cirurgias plásticas para terem os seus corpos semelhantes aos das imagens dessa rede. Mas “essas histórias são amplamente baseadas em anedotas partilhadas por cirurgiões plásticos”.

O que aparentemente está a acontecer é que os pacientes falam com os cirurgiões plásticos e acusam o Snapchat de lhes dar “uma falsa percepção de si mesmos”. A dismorfia parece ter sido inventada pelos media e “a detecção precoce dos sintomas associados em tais pacientes pode ajudar a fornecer-lhes o aconselhamento adequado e a ajuda de que precisam”.

Também Tim Kendall, ex-executivo do Facebook e ex-presidente do Pinterest, é taxativo: “para mim está claro como a água. Estes serviços matam gente, fazem que as pessoas se suicidem”.

Os números parecem dar-lhe razão. Entre 2007 e 2018, os suicídios aumentaram 57% nos EUA entre os jovens de 10 a 24 anos. Para a população em geral, essa taxa atingiu os 28%.

As explicações para o sucedido são várias: iniciou-se um período de crise económica mas que foi atenuada depois nos governos de Obama e Trump, o investimento em cuidados de saúde mental foi “insuficiente” (mas isso também ocorreu noutros anos anteriores) ou ocorreu um maior acesso a armas de fogo. Em resumo, “não há uma explicação identificável para este problemático fenómeno”.

Mas em simultâneo houve a generalização das redes sociais, um epifenómeno, relatado por pessoas em solidão que usam as redes sociais. “O que permanece obscuro é o mecanismo causal. Os utilizadores frequentes de media social já estão sós, daí as suas tentativas de procurar ligações significativas online, ou a media social faz as pessoas sentirem-se mais solitárias ou encorajam padrões de comportamento que aumentam os sentimentos de solidão? Suspeito que ambas as coisas sejam verdadeiras”.

Movimentos desesperados
Efeitos paralelos e inesperados podem surgir destas modificações sociais. Por exemplo, a moda da auto-crítica aparenta ser dinamizada pela partilha em público, sem filtros, com disseminação assegurada nas redes sociais.

Se as jovens pensam alterar o seu aspecto perante os filtros do Snapchat, a sociedade está a defrontar-se com uma outra crise menos visual mas supostamente mais honesta, em que os participantes deste culto tendem a despojar-se dos seus segredos e dos das empresas em que trabalham.

Exemplar foi Christopher Wylie, um dos principais responsáveis pela divulgação do escândalo com a Cambridge Analytica, onde trabalhou, que veio defender como “os produtos Facebook são concebidos por engenheiros, designers de produto, ‘data scientists'”, sem terem qualquer enquadramento ético que deve existir.

Bruno Wong, da Orchard, revelou no Twitter ter encontrado uma lista de pessoas a contarem segredos das suas indústrias, cuja entrada favorita era a de alguém que declarava: “eu desenvolvo ‘slot machines’ para os casinos… não joguem” nelas.

Antes desta vaga, Johannes Haushofer publicou há uns anos um CV com os seus falhanços profissionais. O exemplo tem sido seguido, principalmente na rede de contactos profissionais LinkedIn. A justificação? “Penso que as pessoas precisam de ser mais abertas sobre o falhanço” porque “nenhum de nós é perfeito“.

E perfeição é algo que não se pode dizer deste documentário. O Dilema Social “é uma peça de cinema altamente manipuladora, cheia de afirmações excessivamente simplificadas, imprecisões históricas, convicção sem política e um elenco de ‘insiders’ cheios de remorsos que ainda acreditam na mitologia básica de Silicon Valley. O filme foi concebido para o assustar, mas em seguida, trabalha para dirigir esse medo para alguns ajustes banais de estilo de vida pessoal, enquanto o convence de que Silicon Valley tem realmente boas intenções. É importante ver O Dilema Social não como um aviso genuíno ou como um impulso para uma solução genuína, mas como parte de um movimento desesperado de Silicon Valley para se reabilitar de modo que qualquer impulso por reforma e regulamentação possa ser capturado e neutralizado por ‘críticos‘ da sua própria escolha”.

No Twitter, o utilizador @vaishnavi nota como quando os intervenientes do filme são questionados sobre “qual é o problema actual“, todos hesitam na resposta. “O que levanta a questão: como se concebe um documentário inteiro sobre um ‘dilema social’, em torno de pessoas que não sabem responder qual é o dilema”?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.