A pandemia originou o lançamento de novas aplicações que podem garantir o distanciamento social ou permitir visitas a locais encerrados temporariamente.

Algumas delas já existiam – veja-se o caso da exposição científica “Skin and Bones” (2015), o artista digital Alex Mayhew na experiência de realidade aumentada ReBlink ou até na construção de casas.

Elas foram dinamizadas nos meses mais recentes, por variadas razões. Na Índia, por exemplo, a abordagem foi espiritual com o sistema de realidade virtual VR Devotee, desenvolvido pela Kalpnik. Esta não foi a primeira empresa a adoptar (ou adaptar) este tipo de tecnologia para os religiosos, até porque o potencial do “mercado espiritual diz-se valer entre os 30 milhões e os 40 milhões de dólares”, um número realista tendo em conta os 200 milhões de muçulmanos e 28 milhões de cristãos naquele país que, com estes “deuses na máquina” e templos virtuais, deixaram de ter de sair de casa.