Os novos “smartwatches” da Apple foram desenvolvidos com funcionalidades para o Covid-19, nomeadamente a Watch Series 6 que incorpora a “revolucionária função Blood Oxygen“. Já o watchOS 7 – disponível para os modelos a partir da Watch Series 3 – integra um detector automático de lavagem de mãos.

Os oxímetros como o agora integrado no “smartwatch” já existem há vários anos, normalmente para medição pelo dedo, mas a Apple vai mais longe ao usá-lo internamente neste tipo de dispositivo.

O acesso a esses dados de saúde pode, no entanto, ter problemas na Europa – como sucede com o interesse na Fitbit pela Google.

Em Junho, a Google notificou a Comissão Europeia da intenção de compra da Fitbit, uma empresa de dispositivos para fitness que incluíam o “tracking” de dados de saúde.

Devido ao potencial da Google “combinar os dados de saúde com tantos outros dados que já tem sobre nós, ficámos preocupados que a Google usasse a fusão para se tornar um líder incontestável no mercado de monitorização de saúde e do fitness”, nota a Privacy International, uma das entidades que alertou a Comissão Europeia para os efeitos da operação junto dos consumidores.

Esta expressou também alguns receios porque, “ao adquirir a Fitbit, a Google comprará a base de dados mantida pelo Fitbit sobre a saúde e a forma física dos seus utilizadores; e a tecnologia para desenvolver uma base de dados semelhante” à desta empresa.

A Comissão desencadeou uma investigação aprofundada cujo resultado deve ser conhecido até 9 de Dezembro.