Portugal: mais do que “o país da Web Summit”

Os registos .pt são um barómetro da digitalização da sociedade portuguesa, notaram alguns dos intervenientes no evento “Os portugueses e a Internet em tempo de pandemia”, que decorreu esta quarta-feira organizado pelo .PT.

“Mais registos de domínios .pt revelam um maior grau de digitalização da sociedade”, explicou Siza Vieira. O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital notou ainda como o domínio .pt “permite saber quem são os nossos interlocutores em Portugal” e “revela a adesão das empresas e das organizações a uma presença digital, ao seu relacionamento com clientes, parceiros e fornecedores”.

Desde 2004, que se nota um “crescimento sustentado” no número de registos, que atingem actualmente os 1,3 milhões, com uma média de 400 novos registos por dia, contabilizou André de Aragão Azevedo, secretário de Estado para a Transição Digital.

No ano passado, “o melhor de sempre”, ocorreu um crescimento de 11,6% para se atingirem mais de 121 mil domínios registados e o objectivo “é continuar a crescer, com a nova campanha .pt”.

Esta passa por dar gratuitamente o selo Confio às entidades que efectuarem o registo até final do ano, explicou Luísa Ribeiro Lopes, presidente do .PT. Este “selo de confiança” certifica os sites após terem passado com sucesso por uma auditoria.

No site, explica-se que “a atribuição do selo Confio depende de uma verificação e validação das regras do Código de Conduta e do Regulamento da responsabilidade da entidade de acreditação através de um processo de auditoria exigente, independente, objectivo, transparente e íntegro”.

A presidente do .PT. antevê um “crescimento de 25% para este ano”, até porque “o Covid acelerou a passagem das empresas para o digital”. Nesse sentido, os registos mostram o estado da economia , “percebemos as empresas a transitar para o digital, desde o confinamento, em Março e Abril notou-se logo”. O crescimento ficou “acima de 26% no primeiro semestre e nem em Agosto desacelerou”.

Em termos mais políticos, o ministro da Ciência, Manuel Heitor, afirmou que “reforçar o .pt é reforçar o posicionamento na Europa”. Até porque “os países e regiões só serão relevantes, capazes de atrair talento, se constantemente forem mais versados em tecnologias digitais”, referiu por seu lado Siza Vieira.

Em Portugal, “24% das empresas tem muito boa maturidade digital” e a pandemia levou a uma “tomada de consciência das novas formas nas tecnologias digitais, que já existiam mas não eram utilizadas”, nomeadamente para “chegar a clientes actuais e a potenciais”. Esta mudança criou igualmente um “novo mercado, com mais técnicos a desenvolver sites, mais pessoas a comprar pela Internet, outros acessos a ferramentas digitais”.

Aragão Azevedo sintetizou esta nova visão: “queremos ser mais do que uma nação de ‘startups’, mais do que o país da Web Summit”.

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