Os produtos mais procurados nas vendas online durante a COVID-19

Electrónica de consumo e eletrodomésticos estão entre as áreas de crescimento mais rápido nas vendas online globais, enquanto a comida continua a ficar para trás – uma tendência que não ocorreu em Portugal.

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Os produtos tradicionalmente associados ao comércio electrónico ainda estão entre os segmentos de crescimento mais rápido nas vendas globais online, mas outras categorias de produtos também estão a avançar para o online muito rapidamente. De acordo com o Statista Consumer Market Outlook, as vendas online de electrónica e de vestuário continuaram a crescer rapidamente em termos de quota das vendas totais. De acordo com os dados, cerca de um em cada cinco electrodomésticos também são comprados online, e esse interesse deve crescer 31% até 2023.

Os óculos, que actualmente têm uma fatia de vendas online de apenas um dígito, devem alcançar até 2023 as categorias mais estabelecidas, mais do que duplicando as vendas online em seis anos. Os produtos farmacêuticos vendidos directamente ao consumidor, um mercado novo para o comércio electrónico, devem aumentar as vendas online quase com a mesma rapidez.

Os alimentos – potencialmente a última fronteira para o comércio electrónico – ainda estão longe de se expandirem globalmente. Embora alguns países já estejam a gastar um em cada cinco dólares do seu orçamento alimentar no online, a quota global dessas vendas online deve aumentar apenas 3% das vendas globais de alimentos em 2023.

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[Em Portugal, “o tipo de produtos mais procurados durante o confinamento foram bens alimentares (+16,4 pontos percentuais) e produtos de supermercado (+10,33 p.p.), seguindo-se os produtos farmacêuticos, como os medicamentos (+5,36 p.p.). Em sentido inverso, as maiores quedas registaram-se nas viagens e reservas hoteleiras (-41,8 p.p.), no vestuário (-15,96 p.p.), tecnologia e softwares (-5,62 p.p.) e nos cosméticos e itens pessoais (-4,95 p.p.).”]

* Texto original de Katharina Buchholz, publicado pelo World Economic Forum, e reproduzido sob licença CC BY NC 4.0. Foto: Unsplash

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