O futuro já foi assim

Como seria o mundo em 1984? E em 2000? E, numa antevisão mais arriscada, como será em 2100?

O relatório “Report on a Long-Range Forecasting Study“, dos futuristas Theodore J. Gordon e Olaf HelmerHirschberg (ambos no “think tank” norte-americano RAND), foi editado em 1964 e apresentava algumas das antevisões para esses anos.

O “exercício de previsão de tendências” usava a técnica Delphi que, de forma simples, tinha como objectivo “reduzir a gama de respostas e chegar a algo mais próximo do consenso entre especialistas”.

Este exercício pretendeu analisar seis áreas: “inovações científicas, crescimento populacional, automação, progresso espacial, probabilidade e prevenção da guerra, e sistemas bélicos futuros”.

Alguns dos resultados eram terríveis, como ter “nanobots, motoristas macacos e voos para Plutão“.

Se elas estivessem correctas, “estaríamos comunicando com extraterrestres e tínhamos viagens no tempo. As nossas vidas iriam durar mais meio século. Já teríamos ido a Marte nos anos de 1980, e a Vénus e às luas de Júpiter no início deste século. E “teríamos até voado para Plutão”.

As respostas dos 82 especialistas apontavam para, em 1980, se ter robôs como empregados domésticos e voos tripulados até Marte.

Em 1995, a vida humana teria sido “aumentada artificialmente em 50 anos” e podia-se votar de forma electrónica. Nos anos seguintes, seria possível gravar informações directamente no cérebro e ter uma força militar na Lua”.

Na entrada do novo século, seria possível a “comunicação bidireccional com extraterrestres” e, em 2015, a indução em “coma de longa duração para permitir uma forma de viagem no tempo”.

Este ano, macacos e outros animais seriam usados no trabalho braçal – não se sabe se substituídos entretanto pelos robôs.

Seria ainda possível o “uso da telepatia e da [percepção extra-sensorial (PES)] nas comunicações” e o “controlo da gravidade por meio de alguma forma de modificação do campo gravitacional”.

Mas nem tudo era tão extraordinário. Algumas das previsões apontavam para “contraceptivos orais eficazes, novos órgãos por transplante ou prótese (e) operação de uma instalação central de armazenamento de dados com amplo acesso para recuperação de informações gerais ou especializadas”, naquilo que se pode antever como a actual Internet.

Fotos: Say_No_To_Turtles e Alan Levine (CC BY 2.0)

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