Utilizadores continuam a desistir de sites lentos no acesso

A Internet pode parecer mais rápida mas “o que é surpreendente é que, apesar das actuais velocidades de rede e dos processadores de computador muito mais rápidos, as pessoas que usam a Internet hoje ainda são atormentadas pela mesma frustração: sites lentos“.

A recente constatação do Nielsen Norman Group (NN/g) não é “encorajadora” quando se revela que “os sites actuais não são muito mais rápidos do que eram há 10 anos“.

https://media.nngroup.com/media/editor/2020/05/08/change-in-page-load-time-vs-connection-speed-desktop.png

O mesmo pode ser aferido nos acessos móveis, com as velocidades das ligações a aumentaram mas o mesmo a acontecer com o carregamento das páginas.

Chart showing the change from 2011 to 2019 in the average page load time on mobile devices vs. the average mobile device internet connection speed

Este tipo de “atrasos de apenas alguns segundos prejudicam seriamente a experiência daqueles que tentam usar um site”, nota o NN/g, lembrando como na última década os efeitos do carregamento lento das páginas Web foram repetidamente comprovados para justificar o abandono e na conversão desses sites:
2009: [os motores de busca] Google e Bing relataram que até mesmo atrasos de meio segundo no tempo de carregamento resultavam em métricas de conversão mensuravelmente mais baixas (número de pesquisas e de receita por utilizador).

2010: a Mozilla descobriu que reduzir o tempo de carregamento da página em dois segundos levou a uma maior conversão (de 15%).

2011: uma análise a 150 milhões de visualizações de página em 150 sites permitiu constatar que as páginas que demoravam seis segundos para carregar tinham 25% mais hipóteses de serem abandonadas do que as carregadas em apenas dois segundos.

2016: a Google descobriu que aumentar o tempo de carregamento das suas página de resultados do motor de busca (“Search Engine Results Pages” ou SERPs) em meio segundo resultou numa taxa de 20% maior rejeição. E se uma página num dispositivo móvel demorar mais de três segundos a carregar, 53% abandonam essa página.

2017: a Akamai agregou dados de 17 retalhistas (sete mil milhões de visualizações de páginas) e constatou que as taxas de conversão eram mais altas para páginas carregadas em menos de dois segundos; os tempos de carregamento mais longos estavam correlacionados com diminuição nas taxas de conversão e de rejeição, especialmente para os acessos por dispositivos móveis.

2018: a BBC descobriu que, por cada segundo a mais no tempo de carregamento de uma página, 10% dos utilizadores desistem dessa visita.

Para o NN/g, a conclusão é simples: “reduzir o tempo de carregamento da página até um segundo melhora a experiência dos utilizadores e aumenta as taxas de conversão. Quanto mais lento for o site, mais se terá a ganhar em torná-lo mais rápido”.

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