Já tem algum tempo mas o relatório “Toxic Twitter – A Toxic Place for Women“, realizado pela Amnistia Internacional, continua a ser um contributo para entender o discurso de ódio e o machismo nas redes sociais, estando o foco aqui apontado ao Twitter.

Segundo a organização, “para muitas mulheres, o Twitter é uma plataforma em que a violência e os abusos contra elas florescem, geralmente com pouca responsabilidade. Como empresa, o Twitter está a falhar na sua responsabilidade de respeitar os direitos das mulheres online, investigando e respondendo inadequadamente a denúncias de violência e abuso de maneira transparente”.

A AI considerou que “o Twitter pode ser uma ferramenta poderosa para que as mulheres criem ligações e se expressem”, tendo-se apresentado “como um lugar onde ‘todas as vozes têm o poder de impactar o mundo'”.

“A violência e o abuso que muitas mulheres experimentam no Twitter afectam negativamente o direito de se expressar de forma igual, livre e sem medo”, sintetiza o relatório. “Em vez de fortalecer as vozes das mulheres, a violência e o abuso que muitas mulheres experimentam na plataforma levam-nas a autocensurarem o que publicam, a limitar as suas interacções e até a afastar completamente as mulheres do Twitter”.