Os GAFA vão ao Senado (actualizado)

[act.: The 5 biggest little lies tech CEOs told Congress — and us: No, Google, we’re not really in control of our data. And yes, Facebook, you profit from harmful information.

Tech CEOs Invoke the American Dream to Obscure the Nightmare They Created: The CEOs talked a lot about America and its possibilities, but it is undeniable that their actions are undermining what they claim to celebrate.

The Facebook and Amazon Documents That Captivated the Hearing: Here’s a look at how Mark Zuckerberg plotted the Instagram acquisition. Plus: Inside Amazon’s plan to take down Diapers.com.

From snacks to snafus, 10 highlights from Wednesday’s tech hearing: While the event was an occasion for lawmakers to air a laundry list of pet peeves, what video call would be complete without a few glitches, snacks and theatrics?

Antitrust finally gets its hearing: In the end I’m left with the words of Rep. David Cicilline (D-RI) as he ended the hearing. “The companies as they exist today have monopoly power,” he said. “Some need to be broken up. All need to be properly regulated.” It was not nearly enough. But it was true, and it was a beginning.

Top antitrust Democrat: There’s a case to break up Facebook:”Mr. Zuckerberg acknowledged in this hearing that his acquisition of WhatsApp and Instagram were part of a plan to both buy a competitor and also maintain his money, power, or his dominance. That’s classic monopoly behavior.” — Cicilline said on the “Axios Re:Cap” podcast

Antitrust hearing: Amazon, Facebook, and Google were questioned 2x more than Apple

Cicilline grills Zuckerberg on coronavirus misinformation: This is ‘about Facebook’s business model’

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Quatro das maiores empresas tecnológicas devem ser ouvidas esta quarta-feira, 29 de Julho, no Senado norte-americano. [ transmissão em directo em https://www.youtube.com/watch?v=1s1uWo1_bzg ]

A audição de congressistas será efectuadas aos responsáveis da Google/Alphabet (Sundar Pichai), Amazon (Jeff Bezos), Facebook (Mark Zuckerberg) e Apple (Tim Cook). Os GAFA vão ser questionados sobre o poder dominantes das plataformas sociais.

A Comissão Europeia deverá estar atenta à audição, no âmbito do pacote para o mercado digital que deverá ser proposto até final do ano.

As quatro empresas juntas têm um valor bolsista de 5 mil biliões de dólares e serão testadas em termos políticos um dia antes de apresentarem os resultados financeiros relativos ao segundo trimestre.  O quinto membro do “Big Tech club” é a ausente Microsoft.

Relativamente ao ano fiscal de 2019 as receitas das empresas comparam-se com o valor dos seguintes países:
Alphabet: 161.9 mil milhões de dólares (equivalente ao PIB da Ucrânia);

Amazon: 280.5 mil milhões de dólares (equivalente ao PIB do Paquistão);

Facebook: 70.7 mil milhões de dólares (ou o PIB da Venezuela); e

Apple: 260.2 mil milhões de dólares, perto do PIB do Vietnam.

Como refere, a Axios, “as quatro grandes empresas moldam a vida das pessoas – que bens podem obter, quais os medias a questão estão expostas, como se ligam com amigos e familiares e como entendem o mundo. É uma quantidade impressionante de poder entregue a um punhado de empresas dirigidas por um punhado de homens”.

As audiências vão poder servir para ouvir as empresas no âmbito da “agenda anti-concorrência” e limitação da competição, na desinformação e respectiva moderação de conteúdos tendo em vista as presidenciais em Novembro nos EUA, as relações com a China e a privacidade.

De forma mais detalhada, a Protocol antecipa que a Amazon deverá ser ouvida sobre o acesso (“espionagem”) aos dados dos vendedores, a Apple sobre as práticas na sua App Store e o Facebook sobre as suas aquisições e poder de mercado, enquanto a Google deverá ser questionada sobre o seu motor de busca, a tecnologia de anúncios e o sistema operativo para dispositivos móveis Android.

A Axios alinha nalguns desses pontos, como com a Apple em que aponta como a preocupação será na loja de aplicações, enquanto com a Amazon, “a principal preocupação anticoncorrência tem a ver com seu ‘marketplace'”, já que vende produtos e marcas de terceiros mas também os seus próprios produtos – “e supostamente usou os seus dados em produtos concorrentes para privilegiar as suas próprias marcas”.

Com a Google e o Facebook, a questão principal liga-se ao mercado da publicidade digital. A primeira “controla mais de 70% das receitas de publicidade em pesquisas”, enquanto a tecnologia de anúncios do Facebook é “dominante nos media sociais”, de tal forma que a Common Sense Media, grupo de defesa de consumidores no âmbito da tecnologia, pediu às autoridades para analisar o “excessivo controlo que o Facebook tem na publicidade online”.

Os congressistas vão assim enfrentar quatro empresas com modelos de negócio muito diferentes, como notou a Tech Stream: “é improvável que a audiência tenha uma resolução clara sobre a melhor forma de regular a Big Tech. O objectivo é revelar até que ponto os principais políticos pensam que podem ir no controlo das grandes empresas de tecnologia”, refere.

Do ponto de vista das suposições relativamente ao que os CEOs vão dizer, Tim Cook poderá argumentar que “a nossa App Store cria oportunidades para inúmeros programadores – e o Android do Google tem um mior controlo do mercado de smartphones”.

Sundar Pichai poderá constatar que “ganhamos nas buscas porque as fazemos bem – porque nos devem punir por isso”?
“Somos grandes porque sempre demos aos utilizadores o que eles querem – entrega rápida, ampla selecção e bons preços”, resumirá Jeff Bezos.

Para Mark Zuckerberg, a oportunidade pode passar por um apelo: “o Congresso deve aprovar leis melhores. Vamos trabalhar juntos para fazer isso”!

Apesar do seu CEOs já ter bastante experiência em ser confrontado com os congressistas, o Facebook parece ser a entidade mais desconfortável com este tipo de audiências, não apenas na Europa – onde processou os reguladores por considerar “excessiva” a informação por eles requerida -, mas também nos EUA.

O presidente Trump acusou a empresa de “ameaça potencial ao discurso livre” e a empresa gastou 4,8 milhões de dólares em “lobby” no segundo trimestre deste ano, seguindo-se aos 5 milhões gastos na mesma tarefa nos primeiros três meses do ano.

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