O que faria com um euro por mês? Não comprava jornais.

A questão é simples: está disposto a pagar 99 cêntimos por mês pela assinatura de um jornal diário digital à sua escolha, com esse valor a ser incluído automaticamente na factura do seu operador de telecomunicações?

A resposta é dramática: 63,7% em 246 pessoas não o faria. Apenas 25% se mostra disponível para pagar por essa assinatura e 10% está indeciso. Este foi o número de pessoas – de um total de 974 utilizadores da Internet – que respondeu à questão para o estudo “Pandemia e consumos mediáticos“, do Obercom.

Em síntese, ou um euro se valorizou muito durante a crise pandémica, ou muitos já assinam jornais digitais, ou consideram-se informados com as notícias das televisões ou, por fim, a actual oferta da imprensa digital não é interessante para uma grande parte do público.

Há igualmente a realçar que, como o acesso às notícias sobre o Covid-19 era geralmente gratuito, não houve motivação para assinar os media online.

O Expresso, Público e Jornal de Notícias são as marcas preferidas para quem aceita uma oferta destas de um euro. Seguem-se o Correio da Manhã e o Diário de Notícias

Relativamente às compras efectuadas durante o período de confinamento, apenas 2,4% efectuou assinaturas de notícias e informação, percentagem que baixou para 1,9% após o confinamento.

Em termos de “actividades mediáticas cujo consumo mais se alterou com a pandemia destaca-se a utilização de serviços de videoconferência” (55,5%), seguindo-se o “streaming” de vídeo (43,8%) e, em terceiro, a imprensa online (37,4%).

Dos 20% de inquiridos que subscreveu um novo serviço relacionado com media, 8,4% dos respondentes dizem tê-lo feito para um serviço noticioso digital (assinaturas de jornais, por exemplo).

Se tivessem de escolher, sem pagar nada pela subscrição, um produto online, 27,8% optaria por um serviço de “streaming” de vídeo pago. Apenas 7,1% escolheria as notícias em formato digital.

O inquérito realizado por entrevistas online e telefone, entre 20 de Junho e 3 de Julho de 2020, revela ainda que a geração Z (16-23 anos) foi das que mais alterou os seus consumos de media, com quase 30% de consumo de notícias online e 7,8% na imprensa escrita.

Mais de metade dos Millennials (24-37 anos) “passaram a utilizar em maior quantidade serviços de videoconferência (54,5%) e streaming de vídeo pago (51,1%). Mais de um terço (36,6%) intensificaram o consumo de notícias online, sendo esta a geração que mais aumentou o consumo de conteúdos noticiosos digitais”.

A GenX (38 a 56 anos) registou “aumentos de consumo de media mais modestos”, tendo uma “elevada adesão a serviços de videoconferência (mais de metade, 54,5%, passaram a usar mais este tipo de recurso) e ‘streaming’ de vídeo pago (39,7%). Destacam-se também aumentos significativos na imprensa online (33,5%).

Por fim, os “boomers” (57 ou mais anos) “destacam-se como a geração que menos aumentou o seu consumo de media em proporção com as restantes”. Tiveram “aumentos significativos na utilização de serviços de videoconferência (43%) e conteúdos noticiosos online (34,5%), seguidos de TV tradicional (26,7%) e livros em papel (25,2%)”. Foram igualmente quem “mais aumentou o consumo de notícias em formato papel.

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