Media criticam Google que quer apoiar media

A Google anunciou na semana passada “um programa de licenciamento para pagar aos editores por conteúdos de elevada qualidade para uma nova experiência com notícias a ser lançado no final deste ano”.

A empresa não revelou detalhes do programa nem o que entende por conteúdos de elevada qualidade. Sabe-se apenas que o programa vai arrancar com editores da Austrália (de títulos locais como InQueensland e InDaily), da Alemanha (grupo Spiegel) e do Brasil, com os meios locais do grupo Diários Associados, e que deverá ser alargado a outros “publishers”.

O programa pretende pagar aos editores para os utilizadores terem acesso gratuito a conteúdos online disponível por subscrição e estará disponível inicialmente na Google News e no Discover. Não parece ligado ao modelo do Google Ad Manager.

“Este programa ajudará os editores participantes a monetizar o seu conteúdo através de uma experiência narrativa melhorada que permite às pessoas aprofundarem histórias mais complexas, manterem-se informadas e serem expostas a um mundo de diferentes questões e interesses”, disse Brad Bender, vice-presidente para os media da Google.

No caso da Austrália, o apoio ocorre após o governo do país ter anunciador que pretendia forçar plataformas como a Google a pagar aos media pelo uso dos seus conteúdos. Um código de conduta para as partes deverá ser proposto em Julho, seguindo-se a legislação.

A proposta surge após o Facebook ter anunciado, em Outubro passado, parcerias com editores para pagar pelos conteúdos a alguns, como o New York Times, USA Today e o Wall Street Journal. Conhecido por Facebook News, será lançado inicialmente nos EUA mas deverá ser ampliado para outros continentes.

O anúncio da Google surge igualmente quando a News Media Alliance (NMA) revelou o White Paper “How Google Abuses Its Position as a Market Dominant Platform to Strong-Arm News Publishers and Hurt Journalism”, anunciando que o irira entregar ao Departamento de Justiça dos EUA que está a elaborar uma investigação sobre as práticas supostamente anti-concorrenciais da Google.

A “posição dominante de mercado” da Google é explicada em detalhes, afirmando-se como “o uso do conteúdo dos editores de notícias pela Google envia tráfego substancial” a esses editores mas eles não são compensados “de maneira justa ou adequada” nem tidos como “um parceiro estratégico importante”.

A NMA acusa a Google de utilizar a “sua posição como plataforma online dominante para colher os benefícios dos investimentos substanciais dos media nas notícias sem pagar por qualquer licença” – algo que parece querer modificar com a nova proposta revelada na semana passada.

A empresa utilizou ainda o seu poder monopolista “para remover a capacidade de os editores de notícias terem controlo adequado sobre o uso do seu conteúdo – muitas vezes usando o seu poder de mercado para forçar os editores a concederem à Google o aparente direito de fazer vastos e desconhecidos usos da sua propriedade intelectual”.

Para a NMA, as ajudas no âmbito da Google News Initiative – lançada em 2018 com um financiamento de 300 milhões de dólares – pagaram ao sector dos media noticiosa e forneceram conselhos úteis mas “nada disso é suficiente, dado o benefício” obtido pela Google. Tanto mais quando “os factos subjacentes a essa suposição original mudaram drasticamente e perturbaram o equilíbrio entre a Google e os editores”, num processo que “permitiu à Google estabelecer e consolidar o seu poder de mercado às custas dos editores e de outros criadores de conteúdos”.

O associação de editores revela ainda como a nova tecnologia AMP para reduzir o tempo de espera no acesso aos conteúdos em dispositivos móveis obriga a que os conteúdos estejam alocados nos servidores da Google, fornecendo-lhe assim acesso directo ao comportamento e interesses dos utilizadores.

Na sexta-feira, um texto no blogue da Google parece querer desmentir as acusações apontadas no “white paper”.

Act.: Anúncio do Google sobre pagamento de notícias é visto com desconfiança por analistas de mídia: A medida “pode se traduzir em aumento de receita para um pequeno número de grandes editoras em grandes mercados e muito pouco para pequenas editoras e editoras em pequenos mercados”, disse Rasmus Kleis Nielsen, chefe do Instituto Reuters na Universidade de Oxford para o estudo do jornalismo

Les éditeurs européens ont des questions sur la mise à jour de Google News: Selon l’European Publishers Council (EPC), l’annonce de Google selon laquelle il commencera à accorder des licences pour l’audio, la vidéo, les images et les articles des organismes de presse plus tard cette année pour une nouvelle “Google news experience” soulève de nouvelles questions sur le rôle que Google joue dans la détermination de l’expérience de l’information des lecteurs.”Il est important de reconnaître qu’il doit être la norme pour les plateformes dominantes de s’entendre et de payer pour l’inhoud qu’elles gèrent et dont elles bénéficient ; l’état actuel des choses, qui n’implique pas de licence avec Google, est une exception inacceptable. Il est donc grand temps que tous les États membres introduisent au niveau européen le nouveau droit voisin des éditeurs, qui a été introduit spécifiquement pour donner aux éditeurs des droits légaux plus clairs et des positions de négociation plus fortes lorsqu’ils traitent avec des “plates-formes dominantes,” déclare Angela Mills Wade, La directrice exécutive de l’EPC.

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