Os últimos anos foram marcados por movimentos de expressão vindos do interior de empresas, dinamizados pelos funcionários perante os dirigentes ou destes para eventos marcantes. A última semana teve duas ocorrências de nota sobre essas correntes.

A primeira surgiu quando o presidente Trump emitiu uma ordem executiva e atacou os media sociais, nomeadamente o Twitter.

Alguns funcionários da empresa assumiram estar contra a posição do seu CEO, Mark Zuckerberg, bem como não quererem estar ligados a proclamações racistas como as que o presidente teve perante a morte do afro-americano George Floyd.

A posição surge quando vários responsáveis de diferentes empresas tecnológicas emitiram uma posição clara sobre os eventos em Minneapolis mas ela prolonga uma postura já com vários anos.

“Na última década, a prática de emitir relatórios de transparência tornou-se comum para empresas de diferentes sectores” nos EUA, por servirem “como um mecanismo valioso para as empresas demonstrarem maior responsabilidade em relação às suas operações e políticas perante o público e os legisladores”, nota o relatório “A Spotlight on Transparency: An Overview of How the Practice of Transparency Reporting Has Emerged Across Different Industries” da New America.

Esta transparência é revelada em diversas posições mas a organização nota a necessidade de existir uma normalização para estes relatórios e uma análise aos benefícios, riscos e desafios a eles associados.

Na sua conclusão, entende-se que “os relatórios de transparência surgiram como uma prática valiosa para empresas e organizações em vários sectores. Esses relatórios permitem que o público e os decisores políticos responsabilizem as organizações pelas suas políticas e práticas e forneçam informações qualitativas e quantitativas importantes para as partes interessadas. Embora os relatórios de transparência tenham alguns desafios, relacionados, por exemplo, com riscos e normalização, a prática transformou significativamente” essa postura empresarial em vários sectores.