As sinergias possíveis entre blockchain com IoT e IA

De que forma se podem complementar as tecnologias de blockchain com a Internet of Things (IoT) e a inteligência artificial (IA)?

A resposta possível é dada em “Convergence of Blockchain, AI and IoT“, do European Union Blockchain Observatory & Forum, abreviada nas seguintes conclusões e recomendações para decisores de políticas:
1. Garantir um financiamento adequado e direccionado. Toda a evolução tecnológica requer financiamento. Recomendamos que a Europa procure financiar investigação sobre casos de uso de convergência existentes, para ver quais os benefícios reais que eles trouxeram e, de seguida, aprofundarem-se maneiras de resolver os problemas que foram identificados.

2. Promover as melhores práticas e a propriedade responsável dessas tecnologias. Considerando a natureza abrangente das plataformas descritas, achamos que as autoridades devem prestar uma atenção extra para promover as melhores práticas e a propriedade responsável dessas tecnologias e das aplicações que são desenvolvidas sobre elas. Os governos poderiam apoiar essas aprendizagens e facilitar testes por meios como as caixas (“sandboxes”) regulatórias e modelos de inovação.

3. Considerar qualquer adaptação dos processos regulatórios. Se e quando relevante, as autoridades podem querer repensar e potencialmente redesenhar os processos regulatórios e de monitorização/auditoria existentes para atender à procura desses novos tipos de plataformas.

4. Promover o envolvimento do sector privado e de parcerias público/privadas. O envolvimento do sector privado com os decisores políticos também incentivará uma maior interoperabilidade, bem como a partilha de conhecimento, que é a chave para alcançar a inovação em escala. Em particular, encorajamos parcerias público/privadas, especialmente em casos de uso maiores, do tipo de infra-estruturas.

5. Fornecer uma clareza regulatória. Sempre que possível, os governos devem procurar fornecer uma clareza regulatória aos inovadores e fazer um grande esforço para divulgar e educar os inovadores sobre o ambiente regulador predominante.

6. Não regular muito cedo. Embora a clareza regulatória seja boa, como sempre, a regulamentação rápida demais nas tecnologias emergentes pode prejudicar a inovação. Os formuladores de políticas devem procurar o equilíbrio certo entre protecção e promoção.

7. Considerar as questões éticas. Há enormes considerações éticas nos casos de uso discutidos [neste documento], particularmente no contexto das cidades inteligentes e outras plataformas de larga escala que envolvem dados pessoais. Isso também deve ser destacado para análise pelos decisores políticos, que devem procurar evitar consequências indesejadas para a sociedade em geral e, em particular, indivíduos e grupos vulneráveis.

8. Considerar a possibilidade de regular a actividade, e não a tecnologia. Ao criar ou adaptar estruturas legais e regulatórias para cobrir actividades alimentadas por tecnologias novas e emergentes, deve haver um foco claro para regular a actividade realizada, não a tecnologia subjacente. A regulamentação de tecnologia neutra tem o potencial de ser mais sustentável e menos propensa a bloquear futuras inovações.

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