Sabe o suficiente para ter emprego como rastreador de contactos?

[Texto adaptado da situação nos EUA, com informação útil para outros países.]

Embora os requisitos variem de estado para estado nos EUA, muitos deles estão a contratar milhares de rastreadores de contacto (“contact tracers“), num esforço para conter a disseminação do coronavírus. Eis um breve questionário para verificar o seu conhecimento.

Muitos especialistas dizem que alguém formado no ensino secundário deve ser suficiente para o trabalho básico de rastreamento de contactos, embora as equipas devam ser lideradas por um profissional de saúde pública experiente. De facto, essa pode ser uma oportunidade para os EUA oferecerem emprego a milhares de pessoas que perderam seus trabalhos recentemente.

Mas todos os estado têm requisitos diferentes. A função básica de rastreamento de contactos na Geórgia exige no mínimo um diploma do ensino médio, enquanto a cidade de Nova Iorque requer no mínimo um diploma de bacharel em educação de saúde ou em ciências, ou um diploma do ensino médio juntamente com quatro anos de experiência profissional na promoção da saúde ou intervenção em doença.

Emily Gurley, cientista associada da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e instrutora de um curso online sobre rastreamento de contactos, necessário para todos os rastreadores de contacto de Nova Iorque, descreve o trabalho como “detective de doenças, parte serviço social, parte terapeuta”. As partes mais difíceis do trabalho, diz, não são necessariamente rastrear os contactos das pessoas, mas as “pesadas” conversas ao fornecer as notícias difíceis, como quando um rastreador precisa de dizer ao paciente para se isolar em casa mas essa pessoa é a única fornecedora de sustento para a família.

O curso de seis horas de Gurley, gratuito para o público, abrange informações técnicas, como a transmissão do vírus, além de orientações sobre como criar relatórios e comunicar de maneira eficaz. Inspirado no seu curso, eis um mini-teste para perceber se conhece os fundamentos do rastreamento de contactos. Se quiser ler primeiro, aqui está o meu conhecimento sobre o assunto.

1. A definição de contacto próximo é, nas 48 horas anteriores ao início dos sintomas do paciente:
A. Qualquer pessoa que viva na casa do paciente ou seja colega de trabalho.
B. Qualquer pessoa que esteja perto a 1,8 metros durante mais de 15 minutos.
C. Qualquer pessoa com quem o paciente se recorde de ter passado mais de cinco minutos.

2. Qual é a diferença entre isolamento e quarentena?
A. São a mesma coisa. As palavras são intermutáveis.
B. Isolamento significa que precisa de ficar afastado de todos e quarentena significa que ainda pode sair, mas precisa de monitorizar os seus sintomas.
C. Isolamento é o termo usado para pacientes com COVID-19 confirmado, enquanto quarentena é o termo usado para contactos expostos. Nos dois casos, tem de ficar afastado de outras pessoas.

3. Está ao telefone com Amelia, que deu positivo para o COVID-19. Ela conta que os sintomas começaram a 4 de Junho. Quando a acompanha em 12 de Junho, ela diz que não tem febre há quatro dias e que a maioria dos sintomas desapareceu, mas ainda se sente cansada. O isolamento dela pode terminar?
A. Sim, ela é livre para sair de casa.
B. Não, o isolamento ainda não acabou. (Bónus se puder explicar porquê.)

4. Andy foi a uma festa de aniversário a 7 de Maio, onde esteve em contacto próximo com alguém que deu positivo para COVID-19 em 10 de Maio. Um rastreador de contacto liga para Andy a 11 de Maio. Quando é seguro para Andy terminar a quarentena, assumindo que ele não desenvolve quaisquer sintoma?
A. 21 de Maio
B. 24 de Maio
C. 25 de Maio

5. Qual é o período de incubação do coronavírus?
A. Geralmente, dois dias, mas pode demorar até sete.
B. Geralmente cinco dias, mas pode ser tão curto quanto dois dias ou até 14 dias.
C. Geralmente 14 dias.

(Respostas: 1.B, 2.C, 3.B porque não se passaram 10 dias desde o início dos sintomas, 4.A porque a quarentena é definida aos 14 dias desde o último dia de exposição, 5.B)

* Texto original publicado no ProPublica. Fotos de Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e Community Health Care Association Of New York State

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