Crianças como repórteres: governo finlandês responde às perguntas das crianças sobre o coronavírus

Viver a pandemia do coronavírus é uma experiência única para as crianças – e, portanto, elas têm muitas perguntas que precisam de ser respondidas. Para lidar com esta questão, o governo finlandês organizou uma conferência de imprensa na qual as crianças assumiram o papel principal de jornalistas. As crianças perguntaram, e a primeira-ministra Sanna Marin e as suas colegas responderam directamente à câmara para as crianças finlandesas ouvirem nas suas suas casas.

Como em muitos países, actualmente as escolas na Finlândia estão fechadas devido ao coronavírus e mais de meio milhão de crianças em idade escolar são afectadas. Elas não têm permissão para se encontrar com os avós ou amigos. Em vez disso, devem estudar em casa. Compreensivelmente, as crianças têm muitas perguntas nessa situação desconhecida e difícil.

No entanto, a cobertura dos media relativamente ao coronavírus raramente é adequada para crianças. O governo finlandês apresentou algo especial: uma conferência de imprensa para crianças.

Primeira conferência de imprensa na Finlândia liderada por crianças
A 24 de Abril, o governo finlandês organizou a primeira conferência de imprensa com crianças como repórteres, durante a qual as crianças fizeram as suas perguntas pela internet directamente a membros do governo. A primeira-ministra Sanna Marin, a ministra da Educação, Li Andersson, e a ministra da Ciência, Hanna Kosonen, responderam directamente às crianças finlandesas que ouviam das suas casas.

Sete crianças entre os sete e os 12 anos estiveram presentes como repórteres. As perguntas variaram de “quando podemos voltar para a escola” a “o que podemos fazer se estivermos stressados ​​ou assustados por causa da situação?” As crianças representaram diferentes meios de comunicação e participaram da conferência de imprensa a partir dos seus estúdios ou das suas casas.

A conferência de imprensa foi realizada nas duas línguas oficiais da Finlândia, finlandesa e sueca, e foi interpretada em língua de sinais. Para ilustrar completamente essa conferência incomum, eis o seu registo em vídeo (no original):

Para a pergunta final, um jovem perguntou: “o que posso fazer pela Finlândia?”

A primeira-ministra Sanna Marin incentivou os alunos a manterem o ensino a distância e acrescentou: “e é claro ser muito importante manter o contacto com parentes, amigos e outras pessoas. Acho que muitos avós ficam muito felizes quando alguém lhes liga e pergunta como estão e contam o que estão a fazer”.

A ministra da Educação Andersson respondeu: “outra coisa que pode fazer, e que eu acho muito importante, é cuidar não apenas dos seus avós mas também dos seus amigos. Se notar que não conversa com um dos seus colegas de classe há muito tempo, ou se alguém parece um pouco deprimido ou não participa do ensino à distância como é habitual, é uma boa ideia entrar em contacto e perguntar se está tudo bem e se você pode ajudar”.

* Texto original de Scoop.me/Philipp Stadler (CC BY-NC-ND 4.0). Fotografias do Finnish Government/Flickr (CC BY 2.0)

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