O dilema dos trabalhadores da economia informal passa por escolher entre o contágio e a fome, alerta a International Labour Organization (ILO).

As medidas de confinamento tendem a piorar a pobreza dos dois mil milhões de trabalhadores da economia informal, dos quais 1,6 mil milhões serão directamente afectados pelo confinamento. Nos países mais pobres, essa quebra de rendimentos será de 56%, enquanto nos mais abastado será de 52%. Nos países de economia intermédia, será de 21%.

Os países mais afectados pelo número de trabalhadores e pelo confinamento serão 89% na América Latina e nos estados árabes, 83% em África, 73% na Ásia e Pacífico, e 64% na Europa e Ásia Central.

Os trabalhadores dos sectores da restauração, fabrico, retalho ou agricultores serão principalmente visados, cabendo às mulheres serem mais afectadas.

A acrescentar ao problema, a ILO considera que mais de 75% do emprego informal está em empresas com menos de uma dezena de trabalhadores, e 45% são independentes.

“A crise do COVID-19 está a exacerbar vulnerabilidades e desigualdades já existentes”, constata Philippe Marcadent, responsável no ILO.