Quando Kennedy se enganou

Em plena Guerra Fria, a 21 de Março de 1963, o presidente do EUA deu uma conferência de imprensa onde revelou como, “pessoalmente”, tinha “a sensação de que, em 1970, a menos que tenhamos sucesso, pode haver 10 potências nucleares em vez de quatro” e, em 1975, 15 ou 20.

Olhando para a história da raça humana, John F. Kennedy salientava como se tinha vivido mais em tempos de guerra do que de paz, então com “armas nucleares distribuídas por todo o mundo”, antevendo a possibilidade de que na década de 1970 se assistisse “a ter 15 ou 20 ou 25 nações” com este tipo de armas.

Em 2015, os autores de “Global nuclear weapons inventories, 1945–2013” contabilizavam que tinham sido desenvolvidas 125 mil ogivas nucleares desde 1945, “cerca de 97% das quais pelos Estados Unidos e a União Soviética e a Rússia”.

Há cinco anos, “as nove nações com armas nucleares tinham mais de 10 mil ogivas nucleares”, com milhares removidas pelos EUA e Rússia armazenadas para serem desmontadas. Comparadas com as destes dois países, as reservas na China, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte “são minúsculas (…) mas mais difíceis de contabilizar“. Os outros dois países em falta são a França e o Reino Unido.

Há 50 anos, a 5 de Março, os países nucleares assinaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.

Para o bem da humanidade, Kennedy enganou-se nas suas declarações: o tratado conseguiu comemorar os 50 anos (mas será que vai chegar aos 60)?

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