As preocupantes “desigualdades da informação”

Os consumidores querem cada vez mais conteúdos, nomeadamente noticiosos e de entretenimento, mas o número da população que paga pelos mesmos é reduzida “e convencer os utilizadores a pagar mais do que o fazem hoje é difícil”.

A conclusão é do inquérito “Understanding Value in Media:Perspectives from Consumers and Industry“, realizado pela Nielsen a mais de 9.100 pessoas para o World Economic Forum, na Alemanha, China, Coreia do Sul, EUA, Índia e Reino Unido.

O inquérito detectou que mais de 80% de consumidores lê, vê ou ouve notícias (são quase 90% no entretenimento) mas a proporção de assinantes é reduzida: 16% no caso das notícias e cerca de 44% para o entretenimento. A China é um caso atípico, pela positiva, “talvez explicada pela grande prevalência dos modelos ‘pay‑per‑use’ no país”.

A proporção de pessoas que afirma estar interessada em pagar por conteúdos noticiosos é grande, crescendo dos actuais 16% para 53% “no futuro”. O entretenimento deverá crescer para os 70% de assinantes.

São os jovens (15-34 anos) os mais interessados em pagar (já são 17% para as notícias, acima de todas as faixas demográficas) mas o mesmo não ocorre com os que têm vencimentos baixos.

Este padrão emergente nas “desigualdades da informação” deve preocupar os responsáveis porque são os mais afortunados quem está a ter acesso às notícias. Mas “persistem questões sobre como financiar a produção de conteúdo valioso”, quando é possível encontrar rendimentos alternativos à publicidade junto dos consumidores, além de um envolvimento estatal.

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