A privacidade sucumbe ao capitalismo patriarcal e a modelos de negócios exploradores, pelo que é necessário um novo “pensamento do design”, centrado no ser humano e que contemple melhores normas de protecção de dados.

Quadros de referência como o Regulamento Geral para a Protecção de Dados “expressa os nossos direitos apenas como indivíduos”, para quem os direitos digitais são concebidos, “mas os dados raramente representam uma única pessoa – eles normalmente descrevem muitas pessoas”.

É neste ambiente que surge o manifesto para uma “Society Centered Design” a defender “valores cívicos, equidade, o bem comum, a saúde pública e o planeta”, um quadro para o século XXI onde o design esteja mais focado na sociedade, no colectivo, do que no pessoal.

Entre os vários pontos do documento, assinado pela portuguesa Joana Casaca Lemos, está a redistribuição do poder da tecnologia e, especialmente, da maior plataforma de distribuição alguma vez criada, a Internet.

“Vivemos em tempos radicais”, declara o manifesto, “e tempos radicais requerem soluções radicais”.