Andam a ciberatacar hospitais (actualizada)

Só neste mês de Março, hospitais na República Checa, em França, em Espanha ou nos EUA foram alvo de ataques informáticos, muitas vezes usando malware relacionado com o coronavírus em vários países, incluindo Portugal

No primeiro caso, em Brno, o hospital foi obrigado a adiar intervenções cirúrgicas urgentes e a atrasar os testes ao coronavírus. Mas nenhuma instituição está a salvo.

Como se refere em “Health Industry Cybersecurity Practices: Managing Threats and Protecting Patients“, este tipo de “ciberataques são uma ameaça crescente em todos os sectores de infraestruturas críticas. No sector de saúde, os ciberataques são especialmente preocupantes porque podem ameaçar directamente não apenas a segurança dos sistemas e informações, mas também a saúde e a segurança dos pacientes. Estamos sob constante ciberataque no sector da saúde, e nenhuma organização pode escapar a essa realidade”.

No ano passado, um relatório do Comité Internacional da Cruz Vermelha (ICRC) abordava o custo humano potencial das ciber-operações no sector da saúde, derivado da sua crescente “dependência digital”.

Existem leis para proteger as instituições de saúde contra os ciberataques (responsabilidade criminal individual, leis humanitárias internacionais ou direitos humanos também ao nível internacional) mas parece ser necessária uma “nova norma contra ciberataques em instalações e serviços médicos“.

Ela foi colocada recentemente à consideração dos Estados das Nações Unidas pelo ICRC e, de forma simplificada, defende que “os Estados não devem conduzir ou apoiar conscientemente [ciber]actividades que possam prejudicar serviços médicos ou instalações médicas e devem tomar medidas para proteger os serviços médicos contra danos”.

Esta tendência de ciberataques a instalações médicas segue-se à que ocorreu com as cidades no âmbito do ransomware.

[act.: Cybersecurity experts come together to fight coronavirus-related hacking: Called the COVID-19 CTI League, for cyber threat intelligence, the group spans more than 40 countries and includes professionals in senior positions at such major companies as Microsoft and Amazon. One of four initial managers of the effort, Marc Rogers, said the top priority would be working to combat hacks against medical facilities and other frontline responders to the pandemic. It is already working on hacks of health organizations.

Pandemia está a originar o maior volume de ciberataques que já vimos”: “O risco para as empresas e organizações é maior porque não houve muito tempo para preparar as pessoas. Basicamente, levaram-se computadores de um ambiente protegido para um ambiente desprotegido”]

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