Entre 2004 e 2019, foram registados mais de 200 “incidentes e campanhas de espionagem, disrupção e desinformação” relacionados com a agência militar russa de espionagem, a GRU.

A Booz Allen Hamilton, entidade privada que trabalha para os serviços de espionagem – ou “inteligência” – norte-americanos, revela em detalhe 33 desses casos no relatório “Bearing Witness: Uncovering the Logic Behind Russian Military Cyber Operations“.

Segundo a Booz Allen, o “timing”, alvos e impactos das actividades da GRU acompanharam “preocupações estratégicas russas sobre eventos específicos”, pelo que é possível antever que estas prioridades militares russas vão continuar.

No relatório – uma “raridade na comunidade da cibersegurança” -, justifica-se a análise perante a necessidade de “estabelecer um quadro de referência para entender as operações russas cibermilitares”, “recontextualizar a ciberactividade histórica” e prever futuros envolvimentos da GRU.