Como se chegou à definição (e imagem) do COVID-19?

Passou de SARS-CoV-2 para COVID-19. Mas o que querem dizer estas siglas?

Ainda sem nome, começou por ser conhecida como o “novo” coronavírus, ou “severe acute respiratory syndrome coronavirus 2” (SARS-CoV-2). Estes “são um grupo de vírus que podem causar infecções nas pessoas”, normalmente “associadas ao sistema respiratório, podendo ser parecidas a uma gripe comum ou evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia”, explica o SNS24.

A diferença entre o SARS-CoV-2 e o COVID-19, é esta ser “a doença que é provocada pela infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2”.

A primeira SARS foi detectada no final de 2002 na China. Nos dois anos seguintes registaram-se 8.000 casos e cerca de 800 mortes mas “desde 2004 que não há registos de novos casos da doença”.

Um outro coronavirus infeccioso é o MERS, de “Middle East respiratory syndrome” ou síndrome respiratório do Médio Oriente.

A 11 de Fevereiro, em “Severe acute respiratory syndrome-related coronavirus: The species and its viruses – a statement of the Coronavirus Study Group” (CSG), este grupo do International Committee on Taxonomy of Viruses responsável pela classificação oficial dos vírus, nomeava-a como 2019-nCoV, de ano da descoberta, novo e família de vírus (CoV).

Nesse dia, quando já se registava um milhar de mortos, também a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu o termo Covid-19, a partir de “COronaVIrus Disease 2019” ou doença do coronavírus 2019. “Tivemos de encontrar um nome que não se referisse a uma localização geográfica, animal, indivíduo ou grupo de pessoas” mas que, mesmo assim, estivesse relacionado com a doença e não fosse errado ou estigma para pessoas, explicou Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS.

Em articulação com a World Organisation for Animal Health e a Food and Agriculture Organization das Nações Unidas, a escolha permitiu ainda definir um formato de norma a ser usado no futuro para doenças semelhantes.

A importância do nome de qualquer doença foi enfatizada por Wendy Parmet, da Northeastern University, por ser curto, fácil de dizer e ter duas sílabas. Esta facilidade leva as pessoas a usar o termo e a não substituí-lo por um “problemático calão” ou a usar facilmente o termo para as vacinas em desenvolvimento.

Relativamente à imagem que entretanto já foi vista (e trabalhada de forma humorística) milhares de vezes, trata-se de uma ilustração criada por Alissa Eckert e Dan Higgins para os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e “revela a morfologia ultra-estrutural exibida pelos coronavirus”.

A imagem foi concebida originalmente a pensar no público“, explicou Eckert, embora “ajude os investigadores a diferenciar e visualizar a sua informação. Criar representações visuais de doenças dá uma forma de pegar em algo complexo e abstracto e torná-lo tangível através da visualização”.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.