COVID-19 faz pior à mente do que ao corpo…

Por muito que se queira e seja necessário “trabalhar para evitar o próximo surto” de vírus como o COVID-19, isso não parece possível nos próximos tempos.

Do lado positivo, ele está a alterar a forma como os investigadores comunicam, trocando informação diariamente ou acelerando a publicação de artigos em revistas científicas.

Está também a agregar um conjunto de tecnologias ao seu combate. Programas de inteligência artificial (uma “ferramenta útil” para monitorizar a crise), robôs, drones ou reconhecimento facial estão a ser usados de formas inovadoras.

Do lado mais negativo, este coronavirus recorda a pandemia do vírus H1N1 em 1918. Detectada em Janeiro desse ano no Haskell County (EUA), o médico Loring Miner considerou-a tão melindrosa que resolver alertar as autoridades sanitárias.

Pela maior dificuldade em viajar, só em Maio seguinte ela chegou a Portugal e a Espanha. Actualmente, com o enorme número de viagens em todo o mundo, sucede exactamente o contrário.

Apesar do Covid-19 ser “menos perigoso do que o vírus da gripe“, está a ocorrer “um pânico completamente desproporcional à realidade. As vítimas mortais de que se conhece o historial clínico tinham processos clínicos complicados”.

Esse receio levou ao cancelamento de eventos em todo o mundo, a União Europeia divulgou uma resposta ao coronavirus, uma empresa de informação geográfica explicou como alguns mapas do surto epidémico estão errados e vários sites surgiram para contrariar a desinformação sobre o tema, como o Coronavirus Misinformation Tracking Center ou a secção dedicada ao vírus no AFP FactCheck.

Neste sentido, “o coronavirus é muito pior do que se pensa” – não por infectar o corpo mas as mentes. “O coronavírus é simplesmente, e quase exclusivamente, um pânico moral. Isto é assim no sentido mais literal. Corpos humanos, mentes, sociedades, sistemas de significado, normas e moralidade co-evoluíram com os agentes patógenos. Determinar quem dirigiu quem nesse cenário sombrio não é claro”.

Mas também se sabe quem dirigiu mal esta campanha em termos de informação, como responsáveis da saúde pública a divulgarem diariamente um suspeito número de infectados suspeitos em conferências de imprensa.

Não questionar esta informação é perigosa e mina a credibilidade, como sucedeu com Donald Trump. Mas ao minar a credibilidade, e continuando no campo da futurologia como faz o economista Nouriel Roubini, ela puxa por uma crise financeira, que custará a Trump a sua re-eleição. Claro que “estas simulações devem ser vistas como puramente ilustrativas“.

Em act.: Principalmente para quem elogia a eficácia chinesa, “The Wuhan authorities knew that the epidemic was of grave concern yet did not notify the public nor begin preparing.” Are autocratic states such as China better equipped than their more democratic counterparts to respond to disease outbreaks?

Coronadaily? These Charts And Maps Show How The Coronavirus Is Spreading Across The World

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