Dói-me, diz o robô

É possível estabelecer relações de empatia mais interessantes quando os robôs “podem aprender pela repetição e por exemplos prévios” mas também se caminha para um futuro em que humanos e andróides serão indistinguíveis aos olhos dos seres humanos.

Um passo nessa direcção foi dado pela equipa de investigação de Minoru Asada, da Osaka University. Para este investigador, também presidente da Sociedade Japonesa de Robótica, a possibilidade de os robôs se assemelharem aos humanos está perto tecnicamente mas impõem-se algumas questões éticas.

Por ser uma sociedade bastante envelhecida, no Japão tenta-se desenvolver “uma sociedade simbiótica com robôs artificialmente inteligentes e um robô que pode sentir dor é uma componente essencial dessa sociedade”.

O Affetto está em desenvolvimento desde 2018 e “usa” 116 expressões para demonstrar bom humor ou dor. Em vez de faces rígidas, usa um material sensível ao toque, uma “pele artificial” que permite criar expressões faciais com emoções e interacções mais diferenciadas.

Tudo isto facilita uma aproximação ao que o neurocientista António Damásio e outros consideravam uma lacuna nos robôs: a capacidade destes demonstrarem sentimentos.

Têm surgido outras aproximações a robôs mais empáticos, nem sempre focados na população com mais idade. Por exemplo, o Lovot é como um animal de companhia doméstico, enquanto o Ibuki pode dar a mão ao acompanhante em caminhadas.

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