Europa quer ARPA

Os EUA têm a sua DARPA, Defense Advanced Research Projects Agency, o braço de investigação e desenvolvimento patrocinado pela defesa militar. Agora, o modelo pode ser replicado no espaço europeu. A ideia não é nova.

Em 2013, falava-se em “reconhecer o Estado como um líder em assumir riscos e permitir que recolha recompensas [que] não apenas tornará o sistema de inovação mais forte, como também espalhará os lucros do crescimento de maneira mais justa. Isto garantirá que educação, saúde e transportes possam beneficiar de investimentos estatais em inovação, em vez de apenas um pequeno número de pessoas que se consideram criadoras de riqueza, enquanto dependem cada vez mais do Estado corajoso e empreendedor”.

Mais recentemente, defendeu-se algo semelhante para a Europa e, nomeadamente, para a Alemanha. Este país “precisa de um renascimento industrial do tipo experimentado no final do século XIX, quando surgiram empresas como Daimler, Bayer, BASF e Allianz. Mas isso só será possível se o Estado oferecer apoio tecnológico às empresas alemãs. Aqui, uma DARPA como a dos Estados Unidos, com o seu histórico de sucesso de décadas de inovações em tecnologia, deve servir de modelo para Alemanha e Europa seguirem.

Agora, o Reino Unido pretende também instalar uma ARPA, que “pode ter um impacto transformador na inovação tecnológica no Reino Unido – mas o governo deve aceitar o falhanço para ela ser um sucesso”. E avançou mais rapidamente com passos concretos do que a Alemanha, por exemplo.

Um conjunto de antigos ministros da ciência a responsáveis universitários apresentaram o documento “Visions of ARPA: Embracing Risk, Transforming Technology” onde assumem a necessidade da agência. Entre as suas recomendações, consideram que a agência deve avançar mesmo que a maioria dos projectos – a funcionar num horizonte de 10 a 15 anos – não consiga atingir os seus objectivos.

1. Government should move rapidly to establish a UK ARPA. An effective ARPA pursuing high-risk, high-reward transformative research has the potential to make a significant contribution to the UK’s scientific and economic performance.
2. Government should clearly set out the role, objectives and mission of ARPA. This should include clarifying what gap it is meant to fill, how its mandate differs from that of other UK funding bodies and its intended relationship with these bodies.
3. The government should seek as far as possible to secure bipartisan support for ARPA.
4. ARPA should not carry out research itself or have its own research laboratories. Instead it should fund the best research and individuals wherever they are found, in pursuit of its objectives.
5. ARPA should focus on developing advanced technology on a 10-15 year horizon. Unlocking transformative technologies, rather than basic research or incremental near-to-market innovation, is where ARPA’s efforts should be centred.
6. ARPA must embrace failure. ARPA’s director, Ministers and the National Audit Office must recognise that most projects will not achieve their objectives – and that ARPA should be judged on the impact of its successes, not the proportion of its projects that fail. ARPA should be ruthless in cutting off funds for failing projects.
7. ARPA should be given a small number of missions, each addressing a major societal challenge or scientific area. These missions – ideally between two and four – should be determined by the Minister for Science and reviewed every five years. Each would correspond to an office within ARPA, and in turn would comprise a number of specific projects.
8. Project managers must be highly capable, empowered and given genuine autonomy. They should be highly talented individuals at the forefront of their field, typically brought in on three-year contracts with highly competitive salaries and considerable latitude to make decisions .
9. Bureaucracy should be minimised. Government must tear up the standard rulebook and allow money to be allocated to the best people and projects wherever they are found, in universities, research institutes or industry. Formal requirements for bidding rounds, peer review and evaluations should have no place within ARPA, with project managers needing to convince only two people – their Office Head and the ARPA Director – in order to allocate funding.
10. Government must simultaneously develop the strong commercial pull-through to bring ARPA-developed technologies to the market. This could take the form of a reform of public sector procurement, the creation of a single strategic customer for a particular area, the establishment of a tech-to-market group or other means – but is essential if ARPA is to be successful.

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