A registar os fragmentos do “ecrãnoma”

A importância dos media em diferentes sectores de actividade é enorme mas pouco ou nada se sabe sobre o que vêem e fazem os utilizadores “nos seus ecrãs num crescente mundo digital complexo”.

Para reconfigurar a investigação “muitas vezes incompleta, irrelevante ou errada”, o Human Screenome Project na Stanford University pretende efectuar “o registo preciso e mapeamento das fragmentadas vidas digitais”. O projecto foi detalhado em Janeiro deste ano na revista científica Nature.

Segundo os seus autores, trata-se de desenvolver “uma plataforma tecnológica, um processo de análise e um repositório de dados que facilita o mapeamento preciso do uso dos media através da captura detalhada a cada momento e da análise por máquina de todo o conteúdo actual, acções e sequências reais que aparecem nos ecrãs pessoais – definindo o que chamamos de ‘screenome’. Da mesma maneira que a genómica reformulou a compreensão, a prevenção e o tratamento de diferentes doenças, o ‘screenome’ revelará e remodelará a compreensão de uma ampla gama de problemas sociais”.

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