Quase 130 organizações de uma centena de países pediram a Mark Zuckerberg para não cifrar as comunicações nas aplicações Facebook, WhatsApp e Instagram, temendo um acréscimo de vítimas jovens dos predadores sexuais online.

A intenção foi revelada no ano passado pelo responsável do Facebook e agora dinamizada numa carta aberta pela britânica National Society for the Prevention of Cruelty to Children (NSPCC).

Um porta-voz da rede social declarou estarem a trabalhar de perto com o norte-americano National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC) e as autoridades para manter as crianças seguras. Em 2018, o Facebook reportou 16,8 milhões de casos de exploração sexual infantil e de conteúdos abusivos ao NCMEC. Os resultados levaram à prisão de 2.500 pessoas mas o NCMEC calcula que, se avançar a medida proposta pelo Facebook, 70% destas queixas podem perder-se.