Não são dezenas de milhares de milhões de dólares mas alguns poucos milhares de milhões o que a China colocou em 2018 para investigação e desenvolvimento (I&D) no sector da inteligência artificial (IA). Esta I&D pública está mais focada na investigação aplicada e desenvolvimento experimental do que na investigação básica, embora esteja igualmente a canalizar verbas para o sector privado, nota o recente estudo “Chinese Public AI R&D Spending: Provisional Findings“, do Center for Security and Emerging Technology.

No caso dos EUA, o orçamento para o ano fiscal de 2020 prevê uma verba de 973,5 milhões de dólares para a IA, excluindo o investimento pelo sector da defesa. Segundo uma ordem executiva do Presidente datada de Fevereiro passado, o país deve manter a liderança neste domínio. Neste caso, o valor deve atingir os 4.000 milhões de dólares, segundo uma notícia de Março passado.

A IA está a ser muito falada mas, como refere o ex-professor de gestão da tecnologia na National University of Singapore, é melhor “esperar uma evolução, não uma revolução” em termos de produtividade económica, que deverá demorar anos.

Na Europa, alguns investigadores estão a analisar o impacto dos actuais mecanismos legais para a protecção dos utilizadores perante decisões automatizadas injustas ou pouco razoáveis baseadas em sistemas de IA, como escrevem em “Artificial intelligence, Digital Single Market and the proposal of a right to fair and reasonable inferences: a legal issue between ethics and techniques“.

A presidente da Comissão Europeia referiu recentemente a IA no sentido de “criar regras que definem como lidar com os dados de maneira responsável. Para nós, a protecção da identidade digital de uma pessoa é a principal prioridade”.