Geneva para evitar a censura online

Os fornecedores de acesso à Internet no Irão impediram o acesso à mesma durante os protestos em várias cidades contra o aumento do preço dos combustíveis. Na Venezuela, a operadora ABA CANTV restringiu igualmente o acesso à Internet no passado sábado, dia em que se previam protestos políticos, afectando o serviço das redes sociais Twitter, Facebook e Instagram (e do YouTube, mais tarde), revelou a organização NetBlocks.

Agora, investigadores da University of Maryland desenvolveram uma ferramenta que permite contornar este tipo de bloqueios. O algoritmo genético Geneva (de Genetic Evasion) foi inicialmente testado para a China, seguindo-se depois a Índia e o Cazaquistão mas pode ser usado noutros países que exerçam o mesmo tipo de censura, como se explica em “Geneva: Evolving Censorship Evasion Strategies“.

O Geneva “aprende” a contornar as técnicas usadas pelos censores e descobre falhas que “os investigadores dizem ser virtualmente impossíveis de encontrar manualmente por humanos”.
“Com o Geneva estamos, pela primeira vez, numa maior vantagem na corrida às armas de censura”, diz Dave Levin, o principal responsável pela investigação, “em que os sistemas de inteligência artificial de censores e evasores competem”.

Triunfar nesta “corrida significa trazer liberdade de expressão e comunicações abertas a milhões de utilizadores no mundo que actualmente não as têm”, refere Levin.

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