A importância do peão (e dos carros autónomos)

Conseguir dormir enquanto o carro autónomo transporta o utilizador é ainda um sonho. E, apesar dessa situação já ter sido registada em vídeo, existe ainda uma desconfortável distância até se atingir esse ponto.

Investigadores do Centre for Accident Research and Road Safety-Queensland (CARRS-Q) da QUT, na Austrália, questionaram 1563 condutores no país, Suécia e França sobre o potencial de adopção ao nível 4 de um veículo completamente autónomo.

Os franceses foram os que se mostraram mais adeptos da tecnologia, provavelmente por terem sido mais expostos à tecnologia, consideram os autores do estudo que também afirmam estar-se ainda longe do veículo de nível 5, também totalmente autónomo mas sem volante.

Num outro trabalho, que questionou 505 condutores australianos sobre as vantagens deste tipo de veículos, foram apontadas a facilidade de uso para pessoas idosas ou com deficiências, a redução do erro humano em acidentes e a possibilidade de realizar várias tarefas enquanto se é conduzido.

Em sentido contrário, foram apontadas potenciais falhas na tecnologia, as questões do hacking e da privacidade, quem é legalmente responsável ou o prazer pessoal de conduzir.

A questão da segurança própria e de terceiros foi também apontada, sabendo-se que mais de 700 peões morrem diariamente em todo o mundo e cerca de quatro vezes mais ficam fisicamente afectados. Por outro lado, os sistemas de detecção de peões têm falhas (e a sua total eliminação é um “mito“), como constatou um trabalho da American Automobile Association.

A tendência não é para diminuir – tem vindo a aumentar desde 2015, pelo menos nos EUA -, porque há mais carros nas estradas, nomeadamente nos subúrbios das grandes cidades, ou porque o limite de velocidade foi aumentado. Em sentido contrário, os condutores estão mais protegidos e, por outros estudos, assim devem continuar.

Psicólogos da Emory University analisaram como o cérebro humano entende o ambiente que o rodeia, concluindo por três sistemas distintos: “um para reconhecer um local, outro para navegar por esse local e um terceiro para navegar de um para outro local”.

Eles criaram a cidade virtual Neuralville (diferente da também virtual Lower Duck Pond e sem os seus 87 mil “habitantes”…) e as suas conclusões podem contribuir para o desenvolvimento de melhores sistemas de visão para carros autónomos.

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