A década perdida das TI em Portugal

Portugal não conseguiu aproveitar o desenvolvimento das tecnologias da informação (TI) para aumentar a sua produtividade, argumentam Fabiano Schivardi e Tom Schmitz em “The IT revolution and southern Europe’s two lost decades“.

A uma adopção lenta das tecnologias juntou-se uma gestão ineficiente, assim como a “enorme” entrada de subsídios europeus no país após a chegada da nova moeda euro. Estes foram “capturados” por empresas de fraca produtividade.

Nas duas décadas a partir de 1995, a produtividade cresceu 1,4% ao ano nos EUA, 1,1% na Alemanha mas apenas 0,5% em Portugal. A gestão ineficiente também é apontada como causa para este reduzido crescimento e adopção das TI. Entre 1995 e 2008, as TI aumentaram a produtividade em 11,1% na Alemanha mas apenas 3,4% em Portugal.

A “divergência” dos países do sul da Europa perante os vizinhos do norte ocorre em simultâneo com a difusão das TI em meados da década de 1990, que foi dinamizador do aumento produtivo, notam os professores de economia – excepto nos países do sul europeu. Estes demonstram um sistemático fraco desempenho em termos de eficiência da gestão.

A disseminação das TI e a deficiente gestão empresarial “amplificaram a divisão norte-sul” em três âmbitos: na produtividade, no emprego e nos salários (o que levou à migração dos trabalhadores mais bem qualificados do sul para os países a norte).

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