As falhas detectadas nas oito temporadas de Game of Thrones (GoT) são pormenores perante as crescentes audiências que marcaram a transmissão da série televisiva desde 2011, cujo sucesso serviu para ultrapassar os mais de dois milhões de palavras em que se baseou, escritas pelo quase-vendedor imobiliário George R. R. Martin.

Agora que está a terminar, o espectáculo televisivo potenciou um conhecimento científico, tecnológico e social muito mais interessante e diversificado. Alguns exemplos:
– os dragões servem como metáfora para armas nucleares ou para aviões de combate?

– análise da rede social entre famílias de GoT e outra para as interacções sociais entre personagens fictícias;

– um algoritmo de inteligência artificial acertou nalgumas mortes da enorme lista de mais de 5.860 personagens falecidas?

– qual foi a melhor estratégia para um pequeno número sobreviver?

– na vida real, o que é feito de alguns “falecidos”?

– a HBO perdeu a batalha da propriedade intelectual para impedir o registo de produtos de tabaco “Game of Vapes” e cervejas “Game of Stones”;

– qual o valor económico das famílias mais ricas de GoT?

– como ocorre a contextualização onomástica usando ferramentas de processamento de linguagem natural?

– qual a relação entre GoT e matemática?

– quais os personagens mais pesquisados no Google?

– o termo Khaleesi foi dado a 560 raparigas nos EUA só no último ano e a muitas mais quando se incluem variações. No total, mais de 3.500 bebés tiveram o seu nome derivado do título de Daenerys Targaryen;

– como seria se muitos dos personagens tivessem tido acesso a terapia para resolver atempadamente os problemas e evitar a sua “deterioração psicológica“?

E assim, dentro de poucos dias, termina a “sinfonia” para os zangados superfãs, alguns milhares dos quais até assinaram uma petição para se efectuar um “remake” da temporada oito… Como se questiona no The Guardian, andámos a ver a mesma série?