João David Nunes, presidente de direcção da Associação para a Gestão da Cópia Privada (AGECOP), estimava em 2014 que apenas seis milhões de euros seriam possíveis de arrecadar com a então nova proposta de lei sobre a cópia privada.

Segundo o relatório e contas de 2017, a associação conseguiu no ano passado 13,5 milhões de euros – um aumento de 2.167% nas receitas desde 2015, como revelou o Correio da Manhã. 2,7 milhões de euros foram afectos ao fundo cultural, distribuído pelos associados da AGECOP.

Na referida entrevista de João David Nunes, ele dizia que “o Ministério da Economia não deve saber fazer contas. E mesmo o valor de 11 milhões é achado na presunção de que tudo o que é vendido em Portugal é passível de ser tarifado e que a associação consegue cobrar a 100%. Ora nem o próprio Estado consegue cobrar 100% dos impostos”.

Nisso, teve alguma intuição: a AGECOP conseguiu cobrar mais de 11,8 milhões de euros em 2016 e, em Setembro do ano passado, a tutela da cultura estimava para esse ano que se chegasse a “cerca de 15 milhões de euros“.

Como sintetizava um dos associados em Dezembro passado, relativamente ao “Global Collections Report (2017)“, os “lucros aumentam mas não enriquecem autores“.