“Em Portugal, às vezes, não temos essa noção e damos alguma desculpa a algum discurso totalmente antiempresarial. Acho que as pessoas têm, de uma vez por todas, de levantar a voz contra esse tipo de discurso. As empresas privadas são importantes, são as empresas privadas que dão emprego. Podemos falar da ideologia do PCP e do BE, mas acho que o pior é esse discurso visceral contra as empresas”.

A recente declaração do comissário europeu Carlos Moedas parece ter um impacto directo da sua actuação na Comissão Europeia?

Mais de metade dos lobistas que recebeu em reunião registada (133 em 241) foi de empresas ou de organizações empresariais, segundo o site Integrity Watch.

Já a recepção a organizações não governamentais (48 reuniões), a instituições académicas (26) ou à vintena de instituições de investigação científica é inferior por parte do comissário europeu responsável pela investigação, ciência e inovação desde 2014.

A actividade de “lobbying” é legal junto da Comissão Europeia mas envolve custos elevados para algumas entidades, como a Google que foi multada na semana passada em 4,3 mil milhões de euros mas, segundo dados de 2016, gastava quatro milhões de euros por ano nesta intensiva actividade.