A França ganhou à Croácia no Mundial de Futebol.

No que se refere a previsões, e é uma nota para quem considera um investimento seguro as análises de certos bancos, a Goldman Sachs dizia: “Brazil, France, Germany and Portugal in the semifinals; Brazil was supposed to beat Germany in the last game. Of these teams, only France reached the final four.

Goldman Sachs updated the model throughout the tournament. It predicted a Brazil-Spain final on June 29 and Brazil-France on July 4. Its most recent prediction had England and Belgium squaring off for the cup. Both were eliminated in the semifinals.

In fairness, Goldman wasn’t the only bank whose sophisticated model couldn’t cope with the complex task. UBS, for example, gave Germany the highest probability of winning, followed by Brazil, Spain and England. Croatia, according to the Swiss bank, had a 4.4 percent chance of reaching the semifinals“.

Um estudo de Junho passado, baseado em 100 mil simulações, apontava a Alemanha como potencial vencedora. Outras previsões antecipavam reduzidas surpresas e previsíveis vencedores. Portugal não estava nessa lista mas conseguiu manter uma posição entre os 10 melhores.

Sabendo-se que a participação num Mundial faz aumentar o valor de mercado dos jogadores (nem que seja num videojogo), e que muito jornalismo de dados proporcionou análises interessantes, será que o mesmo ocorre usando outras métricas, mais ligadas à tecnologia?

A OpenSignal World Cup fez isso e declarou a Dinamarca como vencedora na velocidade de acesso móvel à Internet. Portugal, curiosamente, perdeu para a finalista Croácia…

Noutro “campeonato”, o do Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade (DESI, 2018), Portugal ocupa o 16º lugar entre os 28 Estados-Membros da UE. “A pontuação geral de Portugal aumentou ligeiramente, embora numa proporção menor do que a média da UE. As pontuações de Portugal subiram em todas as dimensões do IDES, com exceção da Integração de Tecnologias Digitais. As melhorias dignas de nota dizem respeito à aderência a serviços de banda larga fixa e móvel, bem como à utilização da Internet pelos cidadãos, embora haja ainda margem para progressos em todos estes domínios. Embora Portugal tenha progredido mais rapidamente do que a média da UE em todas as componentes da dimensão Capital Humano, baixos níveis de competências digitais, especialmente entre os idosos e as pessoas com baixos níveis de educação ou baixos rendimentos, continuam a implicar riscos de exclusão digital e a entravar os progressos na maioria das outras dimensões do IDES.
Portugal faz parte do grupo de países com desempenho médio“.

No Global Innovation Index 2018: Energizing the World with Innovation, o país ocupa a 32ª posição. Bem pior do que no futebol, dirão muitos…