Ver as finais do campeonato de basquetebol ou de baseball nos EUA fez diminuir a criminalidade, pelo menos na cidade de Chicago entre 2001 e 2013, segundo o estudo “Entertainment as Crime Prevention“, de investigadores da universidade da Califórnia.

A excepção ocorre com a final da Super Bowl, em que há registos de violência posterior “muito provavelmente” devido ao consumo alcoólico.

A constatação não é exclusiva para a televisão, apesar desta ser o principal veículo de disseminação noticiosa da criminalidade (e quando a televisão e a Internet estão no seu “segundo momento de relacionamento“).

Nos EUA, “de 1993 a 1996, a taxa de criminalidade nacional caiu 20%” mas, “no mesmo período, as notícias nas redes televisivas ABC, NBC e CBS aumentaram 721%“. E, em muitos casos recentes, com o dedo injustamente apontado aos negros…

Um estudo de 2009 analisou o número de crimes ocorridos na estreia de filmes violentos entre 1996 e 2004 nos Estados Unidos e detectou igualmente uma queda no número de ocorrências violentas, refere a The New Yorker em “How to Fight Crime with Your Television“.

A revista nota ainda que a estreia de filmes não violentos “não acompanhou a queda nos crimes violentos”. E acrescenta que “os resultados [do estudo] mostram uma forma diferente de pensar sobre o crime” e sugerem que “os crimes não cometidos durante um jogo não são diferidos no tempo; são cancelados”.

Além disso, a emissão de séries televisivas sobre investigação criminal não propicia aos criminosos executarem “melhores crimes“.