As empresas continuam a focar-se nas questões tradicionais da segurança informática mas os novos desafios são muito superiores, numa época em que o sector da cibersegurança se debate com a falta de técnicos – nomeadamente na Europa – e, pior, sem qualificações para as novas ameaças como a emergência da inteligência artificial e dos seus potenciaisusos maliciosos“.

Isso não impede trabalhos que demonstram a necessidade da mitigação de riscos e outros que criticam as falhas de certos estudos sobre a segurança dos sistemas informáticos mas são rejeitados para publicação.

Assim, enquanto organizações como a NATO alertam para o fenómeno do “robotrolling” (manipulação da opinião pública através de “bots” automáticos), as empresas não estão atentas ao potencial de esta táctica evoluir para o plano económico – com danos específicos no valor dos seus activos, produtos ou serviços. Ou sequer para a utilização das neurociências na análise da segurança das redes.

Analisando qualquer indústria, o potencial de ataque é enorme. Basta começar por uma das maiores ameaças, quando investigadores alertam que “ciberataques a sistemas de armas nucleares podem causar uma escalada, que resulta na sua utilização” efectiva.

Outros demonstram o potencial de ataques em redes neuronais, usando programas troianos que se mantêm inactivos até ser dada uma “ordem” para falsear dados, “o que é uma significativa ameaça à sociedade humana da era da inteligência artificial“.

Os EUA já estão a preparar objectivos para políticas de segurança nacional para a IA, nos sectores nuclear, aeroespacial, “cyber” e da biotecnologia, enquanto a Alemanha olha para os ataques aos seus fornecedores energéticos, perante as ameaças a esta indústria, e a Suécia cria uma estratégia nacional de cibersegurança de forma mais coordenada e integrada.

E Portugal? Continua no grupo dos que estão a “amadurecer” as suas estratégias, segundo o “Global Cybersecurity Index 2017“.