Portugal até pode ser visto como um país atractivo em termos turísticos ou políticos (também pela sua tolerância islâmica, a que não é alheia a fraca presença de muçulmanos) mas vai ter problemas futuros derivados das alterações ambientais.

No estudo “Future heat-waves, droughts and floods in 571 European cities“, liderado pela portuguesa Selma Guerreiro (investigadora em hidrologia e mudanças climáticas na Newcastle University), ela re-afirma que o país sofrerá impactos em termos dos aumentos de temperatura, de secas e de inundações – numa escala não antes prevista também para a maioria dos países europeus.

As alterações foram calculadas pela análise para o período de 2051 a 2100 com o intervalo histórico de 1951 a 2000, analisando 50 modelos de projecções climáticas.

As temperaturas devem subir no sul da Europa e Lisboa será das mais afectada pelo risco da severidade e frequência da seca.

Braga e Barcelos terão problemas com a subida da água dos respectivos rios mas, segundo o estudo, as duas cidades, bem como Aveiro e Famalicão, mostram um “comportamento anómalo” em termos de probabilidades de seca e de inundações pelos rios.