Das imagens falsas aos sons falseados

Há anos que se conhece o potencial da tecnologia de “computer graphics” no cinema, desde inserir actores falecidos à criação de “actores virtuais“. Mas se era uma tecnologia cara, ela banalizou-se em anos recentes.

Os avanços na tecnologia das imagens sintéticas para as tornar mais realistas dinamizou o campo de investigação das “generative adversarial networks” (GAN), que ainda está “muito longe do verdadeiro foto-realismo”.

Apesar de já conseguir gerar pseudo-celebridades ou criar imagens a partir de poemas, esta tecnologia tornou-se conhecida pelo seu uso na inserção de faces de pessoas conhecidas em cenas de pornografia, por exemplo.

Mais recentemente, o uso da imagem do actor Nicholas Cage em filmes em que nunca actuou chamou a atenção mediática para o problema dos “fake videos“, em que alguém também pode ser colocado a dizer algo que nunca proferiu, como sucedeu com Barack Obama.

Este vídeo chama igualmente a atenção para o problema da falsificação vocal, quando investigadores da Universidade da Califórnia dizem conseguir uma taxa de sucesso de 100% na modificação do reconhecimento automático de voz, facilitando ataques a estes sistemas – cada vez mais usados em ambientes domésticos.

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