Com o Facebook a anunciar alterações à forma como vai apresentar as notícias de “elevada qualidade”, um estudo de investigadores nacionais mostra como esta decisão terá impacto na disseminação das notícias.

Em “Multi-Source Social Feedback of Online News Feeds“, Nuno Moniz e Luís Torgo (respectivamente do INESC Tec e da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto) criaram uma base de dados com mais de 100 mil notícias, obtidas a partir das Google News e do Yahoo! News entre Novembro de 2015 e Julho do ano seguinte, e analisaram a sua divulgação nas redes sociais Facebook, Google+ e LinkedIn.

Os resultados mostram que “a maioria das notícias publicadas no Google+ ou LinkedIn é também publicada no Facebook (91,7% e 88,7%, respectivamente)”. No entanto, apenas 36% das notícias publicadas no Facebook chegam às outras duas redes sociais e apenas 7,9% das notícias disponibilizadas pelos utilizadores no Google+ e no LinkedIn não são divulgadas no Facebook.

Os investigadores cingiram-se a quatro tópicos (economia, Microsoft, Obama e Palestina), devido à sua popularidade mundial e actividade e ainda por representarem quatro tipos de entidades (sector, empresa, pessoa e país).

Eles notam igualmente que a análise foi feita com base em dados agregados e anónimos dos utilizadores, garantindo assim a sua privacidade.