Os drones “podem causar significativamente mais estragos que um pássaro de equivalente massa [ou peso] à mesma velocidade”.

A afirmação é da agência Lusa, citando um estudo da empresa QinetiQ (mas também da Natural Impacts), encomendado pelas entidades do Reino Unido Department for Transport, Military Aviation Authority e British Airline Pilots’ Association.

Sobre este estudo (de que é conhecido apenas o sumário executivo), várias críticas foram feitas quando da sua divulgação, em Julho do ano passado (embora esteja datado de 2016).

Elas vão desde desvalorizar a “controvérsia” aos que “questionaram a validade do estudo” por questões técnicas.

O documento foi divulgado publicamente quando o Department for Transport se preparava para impor o registo dos utilizadores de drones.

Surge agora em Portugal quando a Autoridade Nacional da Aviação Civil terminou a consulta pública (em Outubro passado) sobre um projecto de “decreto-lei que visa estabelecer um regime de registo e de seguro de responsabilidade civil obrigatório aplicável aos drones”.

Em 2017, foram registadas “37 ocorrências com veículos aéreos não tripulados, 36 pela aviação civil e um por um avião militar nacional, com a maioria a ter acontecido nas proximidades dos aeroportos de Lisboa e do Porto”.