Já ouviu falar o Tacotron 2? É um sistema de síntese de voz a partir de texto que se compara ao da voz humana. Pode ouvi-lo aqui.

Ao mesmo tempo que a tecnologia permite gerar sons do presente e ouvir música do passado, está a emergir uma criação musical para o futuro, criada por sistemas de inteligência artificial (IA). Por exemplo, um projecto musical criado em IA foi tocado no final de 2017 pela Hollywood Symphony Orchestra.

Outros posicionam-se na criação da “music-as-a-service“. Já o “Coditany of Timeness” foi “gerado” por uma rede neuronal a partir do álbum “Diotima” da banda Krallice.

Este “Math Rock” tem descendência na criação artificial de música pop a partir de projectos de investigação europeia e pela Sony na Flow Machines, com o responsável François Pachet mais tarde a trabalhar na Spotify e a apontar várias limitações a esta forma de criatividade.

Redes de distribuição de música em “streaming” como a Spotify estão muito interessadas no impacto que conseguem obter (incluindo o histórico dos seus utilizadores ou potenciais problemas técnicos).

Isto ocorre quando os serviços de “streaming” já lideram o consumo de música, pelo menos nos EUA.

Em paralelo, os investigadores da área têm contribuído para um melhor conhecimento dos comportamentos dos utilizadores – pelas emoções, pelo “prazer estético” e “beleza” musical ou pelo “contágio” que pode ocorrer a partir de espectáculos ao vivo de músicos reconhecidos.

Pode-se ainda considerar como a proposta de música a mulheres em serviços de “streaming” no serviço chinês Weibo potencia as  recomendações neste género.

Outros analisam as classificações, a colaboração entre artistas, incluindo a análise ao que ocorreu na ex-União Soviética.