A taxonomia tende a reduzir a complexidade de uma população natural ou nas ciências sociais em classes. Mario Coccia usou esse tipo de estudos para apresentar “A New Classification of Technologies“, um modelo taxonómico das tecnologias.

Apesar de existirem estudos prévios, o investigador aborda neste estudo “a interacção entre tecnologias em sistemas complexos”, bem como pretende “clarificar as tipologias das tecnologias interactivas que suportam os caminhos da evolução tecnológica ao longo do tempo”.

São quatro as tipologias:
1) parasitismo tecnológico: são tecnologias – como auscultadores ou apps de software – que só funcionam se e quando estão associadas a outras;

2) comensalismo tecnológico: quando uma tecnologia beneficia de uma outra sem a afectar – por exemplo, é o que ocorre quando um telemóvel se liga a uma rede WiFi ou um aparelho eléctrico é ligado à rede eléctrica;

3) mutualismo tecnológico: uma “relação em que cada tecnologia beneficia da actividade de outra dentro de sistemas complexos”, como o que sucede com uma bateria num telemóvel; e

4) simbiose tecnológica: “interacção a longo prazo entre duas (ou mais) tecnologias que evoluem juntas em sistemas complexos”. O exemplo dado por Coccia é o Bluetooth e os telemóveis, em que ambos foram melhorando em paralelo.